Soma-se ao cenário geopolítico complexo a diminuição da produção de óleo bruto da Arábia Saudita para o menor nível desde 1990, segundo reportagem da Bloomberg 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Placa de Wall Street — Foto: Michael Nagle/Bloomberg Com a disparada nos preços do petróleo e o avanço dos juros dos Treasuries, que já encontravam-se em patamares altos, as bolsas americanas operam em queda firme nesta quinta-feira. A leitura elevada do índice de preços ao produtor (PPI), embora em linha com o consenso do mercado, também aumentou a ansiedade dos investidores quanto aos dados de preços ao consumidor (CPI), amanhã, em um momento em que os agentes financeiros aumentam as apostas por uma alta nas taxas pelo Federal Reserve (Fed) na semana que vem. O índice Dow Jones operava em queda de 0,30%, aos 52.223,52 pontos, próximo às 10h45 (horário de Brasília). O S&P 500 perdia 0,49%, aos 7.598,71 pontos; e o Nasdaq caía 0,72%, aos 26.063,45 pontos. O recuo no setor de tecnologia (-1,03%) ampliava o momento ruim nas bolsas. Quatro fontes militares do governo do Iêmen disseram à Reuters que os houthis haviam ampliado seu controle sobre o Estreito de Bab el-Mandeb, restringindo ainda mais o tráfego pela região do Golfo Pérsico. Soma-se ao cenário geopolítico complexo a diminuição da produção de óleo bruto da Arábia Saudita para o menor nível desde 1990, segundo reportagem da Bloomberg. Esses desdobramentos levaram a uma disparada dos preços do petróleo e a um avanço dos juros dos Treasuries, que já exibiam algum estresse da véspera, após o anúncio dos valores de recompra de títulos pelo Tesouro. A referência global, o Brent, chegou a operar acima de US$ 105, enquanto o parâmetro americano, o WTI, superou US$ 100 o barril. O PPI subiu 0,4% em agosto na comparação com o mês anterior, em linha com a estimativa do mercado. O núcleo, que exclui os itens mais voláteis como os preços de energia e alimentos, avançou 0,2% em agosto em base mensal, abaixo do consenso de 0,3%. Na avaliação do Bank of America, os dados do PPI que influenciam o núcleo do PCE, a medida de inflação preferida pelo Fed, vieram mais fortes do que o previsto e podem alimentar a narrativa de uma alta de juros pelo BC americano. “Esse número pode sofrer alterações significativas amanhã, após a divulgação do CPI, mas, se nossa projeção estiver correta, ele deve sinalizar para um aumento de juros na reunião da próxima semana”, disse. O cenário-base do banco é de três apertos até o fim do ano. A disparada nos preços do petróleo e a leitura de inflação levaram os investidores a uma reprecificação para o rumo da política monetária. Segundo dados compilados pelo CME Group, as apostas por uma alta nos juros foram de 61,2%, ontem, para 70% hoje, enquanto a expectativa por uma manutenção das taxas recuou de 38,8% para 30% hoje.