Lojas de eletrônicos, boxes de shopping, estabelecimentos que se apresentam como assistências técnicas e imóveis usados como depósitos na área central da capital paulista formam, segundo investigação do Ministério Público de São Paulo, a estrutura para desmontar, desbloquear e devolver ao mercado celulares roubados e furtados.
O perímetro identificado como suporte para esse mercado paralelo inclui as ruas Santa Ifigênia e Guaianases, a região da 25 de Março e o Shopping Mundo Oriental, segundo levantamento realizado ao longo de dois anos pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
Os agentes da Operação Frankmobile cumprem nesta quinta-feira (10) mandados de busca e apreensão nessas áreas.
A reportagem procurou o Shopping Mundo Oriental por meio de email e telefonemas na manhã desta quinta-feira, mas ainda não houve manifestação.
O ponto central da investigação que levou a esses locais foi uma leitura econômica das estatísticas. São Paulo registrou 154 mil celulares roubados ou furtados em 2025, uma média de 17 aparelhos por hora. Apenas 6% foram devolvidos aos donos.










