Um medicamento não hormonal para a menopausa é uma das apostas da Bayer no mercado brasileiro, diz Adib Jacob, presidente da divisão farmacêutica da Bayer para o Brasil e a América Latina.

Em entrevista ao programa C-Level, Jacob diz que o medicamento pensado para combater ondas de calor (os chamados 'fogachos'), distúrbios de sono e mudanças de humor decorrentes da menopausa já foi submetido à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A expectativa é que seja aprovado entre o fim deste ano e início do próximo.

O primeiro não hormonal aprovado foi o da companhia Astellas Farma, em junho, com o nome Veoza. O da Bayer chamará Lynkuet, e segundo Jacob, o produto é uma opção às terapias hormonais hoje disponíveis e descartadas.

O câncer de mama é o motivo mais conhecido para que mulheres não façam terapia hormonal (que fornece estrogênio ou progesterona por meio de comprimidos e adesivos), mas a lista também inclui câncer de endométrio, doença hepática grave, distúrbios de coagulação sanguínea, entre outros.

O preço, afirma ele, será "adequado à realidade brasileira", visto que, segundo Jacob, quase 80% das mulheres na menopausa têm, em maior ou menor grau, esses sintomas.