No podcast ‘Como eu Cresci’, Fernando Gorayeb conta como sua estratégia de marketing ajudou a engajar o público e alavancar o negócio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Gorayeb, da Ballena: “É preciso desenhar um produto que acompanhe a tendência, mas que esteja um pouquinho à frente” — Foto: Gabriel Reis/Valor Conhecimento de mercado e público engajado ajudaram a Ballena a passar de uma produção inicial de 6 mil garrafas de licor para 250 mil unidades por mês. O negócio é a quarta empresa desenvolvida pelo empreendedor Fernando Gorayeb no setor de bebidas e faturou R$ 105 milhões em 2025. Fundada em 2021, a Ballena teve a criação de comunidade como um dos principais impulsionadores de crescimento. A empresa já chegou a investir 30% do faturamento bruto anual em marketing, aportando em eventos, colaborações com grandes marcas e itens que carregam a mascote da empresa, a baleia. “Tem muita gente que não consome bebida alcoólica, mas que consome a Ballena”, diz Gorayeb. O empresário falou sobre essa e suas outras marcas no podcast “Como eu Cresci”, uma parceria da CBN com o Valor e com Pequenas Empresas & Grandes Negócios. O episódio está disponível no site da CBN e em todos os tocadores de podcast. As conversas são conduzidas por Leandro Gouveia, repórter e apresentador da CBN, e Mariana Iwakura, editora-chefe de PEGN. O “Como eu Cresci” faz parte da iniciativa “Média é Mais”, que publica conteúdo sobre empresas de médio porte. Antes de empreender, Gorayeb se formou em direito. Ao trabalhar com fusões e aquisições, ele tomou contato com o empreendedorismo e se sentiu confiante para lançar uma iniciativa própria. Fã de viagens, experiências e restaurantes, começou importando uma marca que conhecera no exterior: a inglesa Fever-Tree, de água tônica. Gorayeb, que não era do ramo ainda, contatou a empresa apresentando a ideia e descobriu que outras duas companhias já estavam na mesma tentativa. Para se diferenciar, ele foi além de uma simples reunião e levou o representante da marca a restaurantes brasileiros. “Mesmo sem eu ser do mercado, eles escolheram a gente. Queriam alguém comprometido”, analisa. Além de estar presente em 12 mil pontos de venda, a marca patrocina de automobilismo a esportes aquáticos Com esse primeiro passo, o empreendedor criou uma rede de contatos importante para que, mais tarde, ele criasse suas marcas. As ideias de negócio sempre somaram conhecimento de mercado com experiências próprias. “É preciso desenhar um produto que acompanhe a tendência, mas que esteja um pouquinho à frente. Aí vêm o feeling e um pouco de sorte”, diz. A St. Pierre foi a primeira empresa fundada por Gorayeb, que buscava ocupar o espaço entre as águas tônicas mais baratas e as marcas premium. A Burlone, de gim e vodca, seguiu a mesma lógica. Já a Easy Booze aposta nas bebidas prontas para consumo, mercado ainda pouco explorado no Brasil. “Estamos fazendo o nosso trabalho de formiguinha. Quando as bebidas prontas virarem uma febre, já estaremos posicionados.” Gorayeb criou a Ballena em 2021. Os diferenciais incluíram a fórmula e a embalagem: um licor à base de tequila com sabor de morango e apresentado em uma garrafa rosa, desenvolvida para manter o apelo visual mesmo à medida que o líquido fosse consumido. O nome, para o empreendedor, também é um dos segredos de marketing. “Eu queria que fosse, ao mesmo tempo, fonético e fácil de o brasileiro falar, mas que causasse uma pequena confusão sobre ser nacional ou de fora. Culturalmente, existe uma predileção pelos produtos importados”, comenta. A Ballena ganhou mais dois sabores de licor: chocolate com caramelo e coco. Além de estar presente em 12 mil pontos de venda, a marca patrocina eventos de diferentes esportes - do automobilismo aos esportes aquáticos. A aposta mais recente do empreendedor é a Moving, marca de bebidas proteicas e gaseificadas. A linha inclui opções com eletrólitos e com cafeína. O produto se insere no crescente mercado de bem-estar no Brasil e foge das tradicionais bebidas proteicas à base de leite. Gorayeb também é sócio de empresas do setor de saúde e imobiliário. Além de estratégias para se diferenciar, o empreendedor aprendeu a dividir o seu tempo e a entender o crescimento de cada negócio. Em parte das marcas, participa do conselho e da estratégia. Em outra, tem forte atuação no dia a dia. “Mas você nunca pode deixar desamparado algo que está em crescimento só porque apareceu outra oportunidade”, completa.