O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, revogou o decreto que restringia o porte de armas no país há mais de dez anos sob os argumentos de que as regras vigentes não teriam impedido criminosos de acessarem armamento ilegal e de que a população tem direito a se defender.

"Durante a campanha, disse que ia revogar a suspensão de licenças para o porte de armas", afirmou ele nesta terça-feira (8) em um vídeo repleto de cenas de roubos publicado na sua conta no X. "Estou feliz de assinar este decreto. Já era hora de devolver a possibilidade a nossos cidadãos de bem de se defenderem."

No cargo há pouco mais de um mês, o ultradireitista venceu o segundo turno das eleições presidenciais em junho deste ano com a promessa de endurecer o combate ao crime —o que ressoou nos eleitores, que viram o número de sequestros no país mais do que dobrar em 2025 em comparação ao ano anterior.

Para cumprir a proposta de flexibilização das regras relacionadas a armamento, Espriella suspendeu o decreto 1.482, assinado em dezembro de 2025 para proibir por um ano o porte de armas fora de locais autorizados.

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