"Brasileiro não deve nada a ninguém", disse o presidente e candidato à reeleição em evento de campanha em Teresina, Piauí 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 'Que não venham os americanos querer influir nas nossas eleições. Que não venha o Tribunal Eleitoral querer fazer falcatrua. Porque a gente sabe do que eles são capazes', disse Lula em Teresina (PI) — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que os brasileiros irão "derrotar" qualquer tentativa de interferência dos Estados Unidos nas eleições, e afirmou não querer falcatruas da Justiça Eleitoral no processo. Segundo Lula, a fala se dá porque "a gente sabe do que eles são capazes". "Que não venham os americanos querer influir nas nossas eleições. Que não venha o Tribunal Eleitoral querer fazer falcatrua. Porque a gente sabe do que eles são capazes. Se eles vierem se meter aqui, nós vamos derrotá-los", disse Lula, em evento de campanha na noite desta quarta-feira (9) em Teresina, no Piauí. Lula renovou suas críticas ao presidente dos EUA, Donald Trump, mesmo com a retomada de diálogo entre os dois no último mês, após um período de afastamento. O candidato à reeleição disse para o americano "se meter no país dele". "Aqui, é um problema nosso", comentou. "Eles vão ter que aprender conosco uma lição: nós somos pobres, mas somos orgulhosos. Temos que dizer a eles que caráter e dignidade não se compram em shopping, no aeroporto. E isso nós temos de sobra para ensinar a qualquer país que queira se meter no nosso processo eleitoral", complementou. "Brasileiro não deve nada a ninguém." Nessa linha, também defendeu o investimento de tecnologia e educação brasileiras, e disse que o país não quer ser "refém" de americano nem chinês. A menos de um mês das eleições, o chefe do Executivo reforçou a tática de sua campanha de se aprofundar na comparação entre seu governo e o do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tem seu filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como o principal adversário de Lula na corrida presidencial. "O que está em jogo nessa eleição é se vamos continuar avançando ou retroceder. Se queremos que as coisas melhorem", afirmou. 7 de setembro Sem citar seu principal concorrente, Lula criticou Flávio e seus apoiadores, após o ato na Avenida Paulista, em São Paulo, no Dia da Independência. "Aqueles que só carregam bandeira do Brasil e vão a comício com a bandeira americana são vira-latas, traidores da pátria que não têm um compromisso com esse país", comentou. Na última segunda-feira (7), no ato de Flávio em São Paulo, muitas pessoas compareceram de verde e amarelo, mas também foi possível ver na multidão bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, além de imagens de Trump. O petista acusou seu adversário de "não ter o que propor", enquanto o atual governo irá propor "continuidade". Na fala desta noite, Lula também aproveitou para reforçar algumas bandeiras de sua campanha à reeleição, como a universalização da escola em tempo integral e o combate à violência contra mulher. Ele, ainda, admitiu que a comida no país não está barata, mas não fez nenhuma proposta concreta para reverter o cenário. Ao lado do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), Lula elogiou o gestor piauiense, que é um dos nomes cotados pelo partido para disputar a Presidência em 2030. O chefe do Executivo, então, disse que Fonteles tem capacidade de governar "este Estado e qualquer coisa que ele quiser". Assunto do dia, a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) não foi citada por Lula. Fonteles, por outro lado, disse que "está todo mundo preocupado com essa confusão em Brasília". "E é o senhor, presidente Lula, que tem condição de dar serenidade a esse país, garantir soberania, democracia", disse. "Nós queremos que ele ganhe e governe sem faca no pescoço, sem chantagem, sem sabotagem", complementou.