Em fato relevante aos acionistas, empresa informa que justiça do Rio declarou cumpridas as obrigações do plano após dois anos de fiscalizações 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Light encerra recuperação judicial — Foto: Divulgação/Light A Light informou que a Justiça do Rio determinou o encerramento de sua recuperação judicial, após considerar que a empresa cumpriu as principais obrigações previstas. Em fato relevante divulgado na noite de ontem, a companhia anunciou aos acionistas que a 3ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro avaliou os pareceres favoráveis da Administração Judicial e do Ministério Público e decretou o fim do regime especial, aberto há mais de três anos. De acordo com o relatório da Administração Judicial mencionado na sentença do juiz Leonardo de Castro Gomes, de junho de 2024 a junho de 2026, as principais obrigações foram atendidas, destacando-se a escolha das modalidades de pagamento pelos credores, o desembolso à vista para mais de 27 mil detentores de dívidas com créditos de até R$ 30 mil, a emissão e entrega dos novos instrumentos previstos no plano, a reestruturação das notas emitidas no exterior e o aumento de capital de R$ 1,5 bilhão, concluído no último dia 14 de agosto, decorrente da renovação da concessão da Light Serviços de Eletricidade, principal empresa do grupo. Aporte de R$ 300 milhões O magistrado também destaca, em sua decisão, o aporte de R$ 300 milhões na empresa feito logo após o aumento de capital. A Light é a distribuidora de energia elétrica em 31 municípios do Estado do Rio, incluindo a capital e cidades da Região Metropolitana, do Centro e do Sul Fluminense. Algumas etapas do plano ainda serão concluídas, como a conversão de títulos de dívida em ações, mas os prazos continuam em vigor mesmo com o fim da recuperação judicial. A Light estava em recuperação judicial desde 12 de maio de 2023, quando declarou dívidas da ordem de R$ 11 bilhões. Na ocasião, a empresa alegou dificuldades financeiras causadas principalmente pelo furto de energia. O pedido de saída do regime especial foi feito no último dia 16 de julho, quando a companhia apresentou um plano de R$ 10 bilhões para combater essas perdas e modernizar a rede elétrica no Rio de Janeiro. A estratégia da companhia foi adotada após a entrada de novos acionistas e a renovação da concessão por mais 30 anos.