Orquestração inteligente pode avaliar custo, conversão, segurança e experiência para definir, em tempo real, a melhor estratégia para cada transação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Divulgação — Foto: Divulgação Escolher como uma transação será processada ainda depende, em grande parte, de decisões tomadas previamente. O consumidor seleciona Pix ou cartão, a empresa define os provedores com os quais trabalha e a infraestrutura aplica regras de roteamento estabelecidas para determinados cenários. O avanço da inteligência artificial, porém, começa a criar condições para tornar essa estratégia mais dinâmica. A próxima etapa da orquestração de pagamentos pode ser justamente fazer com que a infraestrutura avalie cada operação individualmente e busque o melhor equilíbrio entre quatro objetivos: custo, conversão, segurança e menor fricção possível para o consumidor. "A evolução não está simplesmente em oferecer mais formas de pagamento ou conectar mais provedores. Está em conseguir administrar melhor os trade-offs entre essas alternativas. Uma transação pode ter uma rota mais barata, outra com maior probabilidade de aprovação e uma terceira que exija um nível diferente de autenticação. A inteligência está em encontrar o melhor equilíbrio para cada situação", afirma Rodrigo Graça de Melo, vice-presidente de Produtos e Negócios da Multipagamentos. O primeiro componente dessa equação é o custo. A infraestrutura pode considerar taxas, custo de processamento, condições dos diferentes provedores, prazo de liquidação e outros impactos financeiros para identificar a alternativa mais eficiente dentro da estratégia estabelecida pela empresa. O segundo é a conversão. Disponibilidade dos provedores, desempenho histórico das rotas, taxas de aprovação e características específicas da operação podem influenciar a probabilidade de o pagamento ser concluído. Nesse caso, a alternativa de menor custo nem sempre será necessariamente a que oferece o melhor resultado para o negócio. Segurança acrescenta uma terceira variável. O sistema precisa avaliar risco e fraude sem criar barreiras desnecessárias para transações legítimas. Dependendo do contexto, isso pode significar aplicar uma etapa adicional de autenticação, alterar a rota da operação ou adotar controles diferentes para determinados perfis de pagamento. Essas três dimensões precisam ainda ser conciliadas com uma quarta: a menor fricção possível. Uma estratégia eficiente não pode simplesmente empilhar verificações, opções e etapas sobre o consumidor. O objetivo é fazer com que decisões cada vez mais sofisticadas aconteçam nos bastidores sem transformar o checkout em uma experiência mais complexa. "É justamente aí que a inteligência artificial pode mudar o modelo atual. Hoje, boa parte dessa estratégia é construída com regras relativamente estáticas. A tendência é avançar para uma infraestrutura capaz de interpretar o contexto da transação e decidir dinamicamente como equilibrar custo, conversão e segurança, preservando uma jornada simples para o cliente", explica Rodrigo. Na prática, isso pode significar priorizar determinado provedor quando ele apresenta melhor desempenho para um tipo de transação, acionar uma rota alternativa diante de uma indisponibilidade, exigir autenticação adicional quando o risco justificar ou utilizar outra estratégia quando houver possibilidade de reduzir custo sem comprometer a conversão. A inteligência artificial, portanto, não substituiria a estratégia definida pela empresa. Os critérios, limites financeiros, prioridades de negócio, tolerância a risco e alternativas disponíveis continuariam sendo estabelecidos previamente. O papel da tecnologia seria interpretar essas regras diante das condições específicas de cada operação e buscar a combinação mais adequada. Esse modelo altera uma lógica consolidada no mercado. Durante anos, ampliar a experiência de pagamento esteve associado principalmente à inclusão de novos meios no checkout. Com a multiplicação de cartões, Pix, carteiras digitais, provedores e diferentes possibilidades de processamento, o desafio passa a ser também determinar quando e como utilizar cada alternativa. Essa capacidade ganha relevância enquanto a inteligência artificial deixa de apenas analisar informações e passa a executar ações dentro de parâmetros definidos. No setor financeiro, esse avanço abre espaço para uma infraestrutura que não apenas processa decisões previamente tomadas, mas participa ativamente da otimização da transação. "Quanto mais invisível essa decisão for para o consumidor, mais sofisticada precisa ser a infraestrutura por trás dela. Não se trata de deixar uma inteligência artificial decidir livremente como o dinheiro deve circular, mas de permitir que ela encontre, dentro de regras muito claras, a melhor combinação possível entre eficiência econômica, conversão, segurança e experiência para cada transação", conclui Rodrigo.
IA pode transformar escolha do meio de pagamento em decisão automática e invisível para o consumidor
Orquestração inteligente pode avaliar custo, conversão, segurança e experiência para definir, em tempo real, a melhor estratégia para cada transação






