A Anthropic se recusou a submeter seu modelo mais recente de IA ao Instituto de Segurança de IA do Reino Unido para testes antes do lançamento, o que gerou temores dentro do governo britânico de que as empresas de tecnologia estejam se alinhando ao protecionismo em inteligência artificial do governo Donald Trump.

A empresa lançou na semana passada seu modelo mais recente, o Claude Mythos 5.1, apresentado como o mais avançado da companhia nas áreas de ciências da vida e segurança cibernética.

Mas, pela primeira vez, o modelo foi disponibilizado apenas a organizações norte-americanas previamente aprovadas, deixando de fora o AISI (Instituto de Segurança de IA do Reino Unido), líder mundial em testes de modelos de IA de ponta.

A decisão de não oferecer acesso antecipado ao Aisi, que despontou como a organização mais influente do Reino Unido na corrida global pela IA, serviu de alerta para o governo britânico e para a Aisi, segundo pessoas ligadas ao governo, que teme ficar fora dos próximos lançamentos.

Nos últimos meses, o governo dos EUA adotou uma postura cada vez mais restritiva em relação ao setor de IA, recorrendo a amplos controles de exportação para limitar temporariamente o acesso aos modelos mais avançados da Anthropic por parte de todos os cidadãos estrangeiros, incluindo funcionários de empresas americanas de IA.