Porta-voz da Casa Branca disse não haver irregularidade e que gratificações são um hábito de longa data do presidente, na vida pública e privada 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Imagem gerada por IA publicada por Donald Trump em sua rede Truth Social — Foto: Reprodução X O presidente dos EUA, Donald Trump, deu dezenas de milhares de dólares em presentes a Natalie Harp e a três outros auxiliares diretos que trabalham na Casa Branca, de acordo com relatórios financeiros divulgados pela presidência. Os pagamentos levantam questões éticas, na medida em que servidores federais são, em geral, impedidos por estatuto de aceitar qualquer forma de compensação que não seja a salarial, recebida do governo. Além de Harp, receberam os presentes a assessora de comunicação Margo Martin e a diretora adjunta de operações do Salão Oval, Chamberlain Harris. Cada uma recebeu o correspondente a US$ 45.000, colocados em uma rubrica descrita como “presentes em dinheiro para feriados”, conforme a divulgação feita pela Casa Branca. Os pagamentos correspondem a quase um terço dos salários anuais das assessoras, de US$ 150.000, de acordo com o relatório anual de recursos humanos encaminhado pela Casa Branca ao Congresso. O diretor de operações do Salão Oval, Walt Nauta, outro assessor direto de Trump, recebeu US$ 20.000 pela mesma rubrica: o salário anual dele é de US$ 175.000. Os presentes em dinheiro dados por Trump a assessores foi divulgado inicialmente por The Washington Post, ontem. "Um servidor da Casa Branca não é o seu porteiro da Quinta Avenida”, disse em post nas redes sociais Richard W. Painter, professor de Direito que trabalhou para a Casa Branca entre 2005 e 2007, na gestão do republicano George W. Bush, como assessor jurídico em questões relacionadas à ética. Davis Ingle, porta-voz da Casa Branca, disse que os presentes em dinheiro estão em conformidade com as regras éticas. “O presidente tem por hábito de longa data dar presentes de Natal às pessoas de sua órbita, o que inclui por vezes assessores e funcionários, tanto no governo como no setor privado”, disse nesta quarta-feira o porta-voz, em comunicado. Ele acrescentou que os presentes não têm relação com as obrigações de trabalho dos contemplados, e são permitidos do ponto de vista legal e ético. Entre os presenteados, Natalie Harp e Walt Nauta estão entre os assessores mais próximos de Trump, no grupo de pessoas em que ele mais confia, com acesso constante ao presidente seja nas viagens ou na Casa Branca. Harp despertou atenção quando veio a público a informação de que ela e Nauta acompanharam Trump na mudança de avião na viagem de volta aos EUA após a cúpula da Otan, em julho — uma mudança de última hora e sigilosa por motivo de segurança. em razão do que seria uma ameaça do Irã a Trump. Natalie Harp é quem controla a conta de Trump na Truth Social e posta os conteúdos em nome do presidente, contribuindo também para os comunicados que aparecem constantemente na rede social. Tal papel levou colegas a apelidá-la de “impressora humana”, em referência ao fato de a assessora carregar consigo uma impressora portátil com a qual disponibiliza com frequência notícias favoráveis, diretamente ao presidente. Walt Nauta, por sua vez, enfrentou acusações de ter ajudado, na conclusão do primeiro mandato de Trump na Casa Branca, a retirar e esconder documentos do governo classificados como sigilosos. Nauta alegou inocência e o caso foi arquivado no segundo mandato de Trump na presidência dos EUA.
Trump deu presentes em dinheiro a assessores, entre os quais à responsável por internet
Porta-voz da Casa Branca disse não haver irregularidade e que gratificações são um hábito de longa data do presidente, na vida pública e privada










