Sarah Khalifa, de 39 anos, seria parte de uma quadrilha que fabricava narcóticos e possuía armas ilegais. Além dela, outros 11 receberam pena capital 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sarah Khalifa — Foto: Reprodução/Instagram A apresentadora de televisão egípcia Sarah Khalifa, de 39 anos, foi condenada à morte por enforcamento por envolvimento em um esquema de fabricação e tráfico de drogas sintéticas no país. O veredito foi anunciado no último sábado (5) por um tribunal criminal do Cairo. O caso ganhou repercussão, inclusive internacional, e desde então detalhes são divulgados. Nos últimos dias, a imprensa local a reação de Sarah ao tomar conhecimento da decisão. A apresentadora alegou problemas de saúde, incluindo um câncer, e que não tem envolvimentos com drogas, até mesmo não fumando cigarros, como destacou. "Eu comprovei com laudos médicos que tenho tumores, tenho câncer, e peço misericórdia e humanidade. Juro por Deus Todo-Poderoso que sou inocente, por que vocês vão me julgar? Por minha lealdade ao povo? Eu nem fumo cigarros!", declarou Sarah, segundo relatos da mídia egípcia e um vídeo que circula nas redes sociais. Tal reação da apresentadora ocorreu na cela dos réus diante da decisão do Tribunal Criminal do Cairo. Sarah Khalifa nega as acusações e ainda pode recorrer. No julgamento também foram condenados outros 11 réus à pena capital. O tribunal também sentenciou nove réus à prisão perpétua e absolveu outros sete de todas as acusações. Autoridades apreenderam mais de 750 kg de narcóticos e matérias-primas, encontrados em dois apartamentos usados como laboratório. Os réus teriam não só manufaturado as drogas sintéticas, como importado estes materiais do exterior, ainda de acordo com o jornal Akhbar el-Yom. A acusação sustenta que o grupo se dedicava à importação de matérias-primas para a fabricação de drogas sintéticas e que cada membro desempenhava funções específicas dentro da organização. De acordo com a investigação, alguns membros eram responsáveis pela importação dos materiais, outros pela produção e outros pela distribuição das substâncias. As provas apresentadas pela acusação incluem depoimentos de 20 testemunhas, provas técnicas e digitais, como mensagens, fotografias e vídeos que, segundo as autoridades, documentam as atividades atribuídas aos membros da organização. Sarah Khalifa é conhecida no país pelo programa policial "Missão Impossível", em que discute justamente questões de segurança e crimes. Ela ainda é dona de uma clínica de cirurgia cosmética e de uma empresa de produção de festas e eventos. O Egito aplica a pena de morte em casos de homicídio premeditado, terrorismo, estupro e tráfico de drogas. 541 decisões do tipo foram emitidas no país em 2025, segundo a Comissão Egípcia de Direitos e Liberdades. O veredito do caso de Sarah Khalifa foi decidido depois de consulta ao Grande Mufti do Egito, a maior autoridade religiosa do país. Atualmente, o cargo é ocupado por Dr. Nazir Mohammed Ayyad, que emite pareceres jurídicos islâmicos em casos sensíveis, em que se analisa a pena de morte. No caso de Sarah Khalifa, Ayyad concordou com o enforcamento no último sábado (5) após um mês da sentença inicial. No entanto, a apresentadora ainda pode recorrer da decisão. Ela nega todas as acusações. O advogado da apresentadora já anunciou que ela deve fazer uma apelação contra a pena capital. Ela e os demais réus têm o direito de recorrer ao Tribunal de Cassação, a mais alta instância judicial criminal do Egito, que pode manter, modificar ou anular a sentença proferida pelo Tribunal Criminal do Cairo. Apresentadora responde em outro processo Sarah e comparsas também foram condenados a cinco anos de prisão em um caso separado, que envolve o sequestro e agressão de um jovem, segundo a AFP. Sarah Khalifa também enfrenta outro processo judicial que atraiu a atenção da imprensa local. Segundo o portal de notícias árabe Al Bawaba, as autoridades investigaram vídeos encontrados no celular da apresentadora que ligam a um caso de sequestro e agressão a um jovem. A reportagem afirma que as gravações capturam a voz de Sarah enquanto outras pessoas agridem o homem para forçá-lo a confessar informações. Ela e comparsas também foram condenados a cinco anos de prisão por esse caso, julgado separado, segundo a AFP. (Com infomrações de El Tiempo e AFP.)
Apresentadora egípcia condenada à morte por enforcamento reagiu à sentença por tráfico de drogas: 'Nunca fumei um cigarro na vida'
Sarah Khalifa, de 39 anos, seria parte de uma quadrilha que fabricava narcóticos e possuía armas ilegais. Além dela, outros 11 receberam pena capital












