Após semanas de fracasso nas negociações, os EUA e o Irã voltaram a trocar ataques, atrasando a perspectiva de normalização do fluxo de exportações de energia e impulsionando a cotação da commodity 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Os principais índices de ações da Europa fecharam em firme queda nesta quarta-feira (9), pressionados por um avanço expressivo nos rendimentos dos títulos públicos, diante do aumento do preço do petróleo. Após semanas de fracasso nas negociações, os Estados Unidos e o Irã voltaram a trocar ataques, atrasando a perspectiva de normalização do fluxo de exportações de energia e impulsionando a cotação da commodity, que, hoje, ultrapassou o teto de US$ 100 o barril. No fechamento, o índice pan-europeu Stoxx 600 teve queda de 1,48%, aos 639,98 pontos, o FTSE 100, da Bolsa de Londres, recuou 1,31%, aos 10.670,06 pontos, o DAX, de Frankfurt, cedeu 1,66%, aos 25.576,45 pontos, e o CAC 40, de Paris, registrou perda de 1,94%, aos 8.156,67 pontos. Entre os destaques do Stoxx 600, as ações da finlandesa Fortum dispararam 15,82%, após a empresa fechar um acordo de longo prazo de venda de energia para o Google, que se comprometeu a investir pelo menos 13 bilhões de euros em infraestrutura de inteligência artificial no país nos próximos dois anos. A Inditex, dona da Zara, teve queda de 3,61%, depois de apresentar resultados trimestrais piores que o esperado pelos analistas. Após a retomada dos ataques no Oriente Médio na semana passada, o conflito se intensificou com as forças houthis do Iêmen, apoiadas pelo Irã, lançando ataques contra várias cidades da Arábia Saudita, um importante aliado dos Estados Unidos no conflito. Mohit Kumar, economista-chefe para Europa do Jefferies, acredita que o ataque às instalações sauditas aumentou o risco de que o conflito se espalhe ainda mais. "O petróleo está no nível psicológico de US$ 100 por barril, e uma nova alta aumentaria as preocupações do mercado, mas também poderia trazer algum otimismo de que os preços do petróleo estão chegando a um ponto de dor que tornaria [o presidente dos EUA, Donald] Trump mais disposto a fechar um acordo", ele pondera. O executivo espera que um acordo seja alcançado antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Painel da Euronext, a casa do índice francês CAC 40 — Foto: Cyril Marcilhacy/Bloomberg