Polícia de Londres disse em julho que investigava o Reform UK por possíveis infrações às leis que regem doações a partidos políticos, que podem incluir a ocultação da origem dos recursos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Polícia britânica disse que ampliará uma investigação criminal sobre o partido populista Reform UK, cujo líder, Nigel Farage, aparece estampado em um cartaz de protesto — Foto: REUTERS/Toby Melville A polícia britânica disse nesta quarta-feira que uma investigação criminal sobre o partido populista Reform UK será ampliada para incluir acusações feitas em um documentário de que dirigentes planejavam violar a legislação eleitoral sobre financiamento estrangeiro. O Reform, liderado pelo veterano defensor do Brexit Nigel Farage, negou qualquer irregularidade, e um porta-voz do partido disse que a legenda “cooperará plenamente” com a investigação. Farage, que está sendo investigado por um órgão de fiscalização parlamentar por doações anteriores, foi obrigado a demitir dois de seus assessores mais próximos na semana passada, após a exibição de uma investigação feita com câmeras escondidas. As imagens mostraram dois altos dirigentes do Reform — o então chefe de políticas públicas, James Orr, e Dan Jukes, ex-braço direito de Farage — falando sobre financiamento com um suposto empresário americano e seu filho, que vive no Reino Unido. As conversas incluíram um possível pagamento por três pesquisas de opinião encomendadas pelo partido. Na sexta-feira, o Reform abriu uma investigação interna e negou as acusações, afirmando que o partido havia sido vítima de uma armação. Farage descreveu alguns dos comentários como pouco mais do que “conversa solta de bar”. A Polícia Metropolitana de Londres disse em comunicado que seus investigadores avaliaram uma série de “denúncias relacionadas a doações e pesquisas envolvendo um partido político” e concluíram que “há possíveis infrações que precisam ser investigadas”. “As possíveis infrações são de natureza semelhante a questões que já estão sendo investigadas pela Equipe Especial de Investigação da Polícia Metropolitana, relacionadas a doações feitas ao mesmo partido político. Como resultado, essas questões passarão a fazer parte da investigação em andamento.” A polícia de Londres disse em julho que investigava o Reform por possíveis infrações às leis que regem doações a partidos políticos, que podem incluir a ocultação da origem dos recursos ou o fornecimento de informações falsas ao tesoureiro de um partido. O líder do Reform UK, Nigel Farage, faz uma declaração à imprensa na sede do partido em Millbank, no centro de Londres, na terça-feira, 7 de julho de 2026 — Foto: Gareth Fuller via AP Pressão sobre o Reform A ampliação da investigação criminal aumenta a pressão sobre o Reform, cuja ampla liderança nas pesquisas de opinião perdeu força em meio às acusações envolvendo financiamento, incluindo uma doação de 5 milhões de libras a Farage, que é alvo da investigação parlamentar. A conferência anual do Reform na semana passada, na qual Farage pretendia apresentar os planos para os primeiros 100 dias de um eventual governo do partido caso vença a próxima eleição nacional, acabou ofuscada pela investigação feita com câmeras escondidas, conduzida pelo grupo investigativo Verbatim. Em vez de falar sobre a eleição nacional, que precisa ser realizada até meados de 2029, no mais tardar, o Reform passou quase o mesmo tempo negando enfaticamente as acusações ou tentando ignorá-las. “Não faremos mais comentários enquanto houver uma investigação em andamento”, disse o porta-voz do Reform.