O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, afirmou nesta quarta-feira (9) que o país não planeja expulsar nem deportar ninguém da Faixa de Gaza. A declaração foi dada durante visita à Eslovênia para a inauguração de uma embaixada israelense em Liubliana.

Saar disse que, caso alguém queira deixar Gaza "por vontade própria" e haja um país disposto a recebê-lo, Israel não fará oposição. Segundo o chanceler, isso seria semelhante ao que ocorre em outras áreas de conflito no mundo.

A fala representa um possível recuo do governo de Binyamin Netanyahu a pouco mais de um mês das eleições no país. Na semana passada, o ministro da Segurança Nacional, o extremista Itamar Ben-Gvir, apresentou um plano para expulsar todos os palestinos de Gaza e enviá-los para o exterior.

Ben-Gvir, do partido de ultradireita Poder Judaico, propôs a expulsão de 250 mil palestinos de Gaza em um ano, em um projeto de forte caráter eleitoral. Os aproximadamente 2 milhões de habitantes restantes do território, devastado pela guerra, deixariam Gaza ao longo dos seis anos seguintes.

"É realista", disse Ben-Gvir, membro da coalizão governista e frequentemente criticado no exterior. "Temos que incentivar a emigração dos habitantes de Gaza", acrescentou o ministro.