O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, alertou os operadores a não apostarem contra o iene, afirmando que "agora, a banca sou eu", após a intervenção em julho para sustentar a moeda japonesa.
"Quando intervimos no iene japonês, tenho uma boa noção do que o Banco do Japão fará e do que os formuladores de políticas japoneses farão", afirmou Bessent durante um evento na Southern Methodist University, nos EUA, na terça-feira (8).
"Tenho informações assimétricas. Agora, a banca sou eu", afirmou Bessent. "Vocês podem apostar contra mim, se quiserem", comentou, fazendo uma comparação com jogos de baralho, nos quais a banca é responsável pelo pagamento aos vencedores.Os comentários de Bessent vêm após uma incomum intervenção conjunta dos EUA e do Japão no mercado de iene no fim de julho e são o mais recente sinal do crescente ativismo do Tesouro norte-americano nos mercados financeiros, que colocou o ex-gestor de fundo hedge em confronto com os operadores.
As intervenções de Bessent "podem ou não dar certo, mas estão aumentando a incerteza e a volatilidade", afirmou Mansoor Mohi-uddin, economista-chefe do Banco de Singapura.
A iniciativa do Tesouro de vender euros em troca de ienes, que pegou o BCE (Banco Central Europeu) de surpresa, foi vista por analistas como um reflexo do desejo de Washington de evitar que o Japão tivesse de vender títulos do governo dos EUA para sustentar sua moeda, que havia despencado para a mínima em 40 anos no fim de julho.Bessent também anunciou a ampliação de uma operação de recompra no mercado de títulos do Tesouro dos Estados Unidos, em uma tentativa de conter a disparada dos custos de financiamento do governo, com os rendimentos dos títulos do Tesouro americano de 10 anos próximos do nível mais alto desde 2023.








