Taxas de Treasuries têm alta firme diante dos maiores riscos inflacionários e da operação de recompra anunciada pelo Departamento do Tesouro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Placa de Wall Street — Foto: Michael Nagle/Bloomberg Os preços do petróleo aceleram os ganhos e superam US$ 101 o barril, com a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã voltando a pressionar os mercados. Em Nova York, as bolsas recuam, enquanto as taxas de Treasuries têm alta firme diante dos maiores riscos inflacionários e da operação de recompra anunciada pelo Departamento do Tesouro. Por volta das 13h20, o índice Dow Jones caía 0,80%, aos 52.411 pontos; o S&P 500 cedia 0,49%, aos 7.642,75 pontos; e o Nasdaq Composto tinha queda de 0,27%, aos 29.459,75 pontos. O petróleo Brent para entrega em novembro subia 3,55% a US$ 101,41 por barril, ultrapassando US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho, e o WTI para o mesmo mês ganhava 3,34% a US$ 93,20. Forças americanas destruíram cinco petroleiros iranianos próximos à Ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã, enquanto Teerã lançou novos mísseis contra uma base americana na Jordânia. A tensão também se estendeu à Arábia Saudita, com novos ataques dos houthis a instalações de energia. “A persistência do conflito aumenta os riscos para a oferta global e adiciona pressão sobre a inflação”, diz o analista de investimentos da Daycoval Corretora, Gabriel Mollo, em nota. Ele pontua que o petróleo mais caro reforça o cenário de maior cautela do Federal Reserve (Fed), especialmente após os dados de emprego do “payroll” de agosto terem mostrado criação de 162 mil vagas. O mercado aguarda o índice de preços ao produto (PPI) amanhã e, principalmente, o índice de preços ao consumidor (CPI) na sexta-feira, último indicador de inflação antes da decisão do Fed nos dias 15 e 16. Nos mercados de Treasuries, o rendimento da T-note de dois anos subia a 4,433%, de 4,404% no fechamento anterior, enquanto o da T-note de dez anos avançava de 4,794% a 4,849%. As taxas aceleraram os ganhos após a primeira operação de recompra de títulos de longo prazo desde que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou a ampliação do programa, há pouco mais de três semanas. O Tesouro americano vai recomprar amanhã US$ 6 bilhões em vencimentos de 10 a 20 anos. “As taxas de juros subiram globalmente, impulsionadas por uma combinação de preocupações com a inflação e com o déficit”, diz o Jefferies, em nota. “No curto prazo, acreditamos que pode ocorrer uma correção nas taxas.” No entanto, posições concentradas ainda precisam de um gatilho, e os dados do CPI desta semana e a reunião do Fed na próxima semana podem, de fato, provocar esse movimento. “Mantemos a visão de que os dados de inflação nos próximos meses serão benignos, abrindo espaço para que Kevin Warsh não eleve as taxas.” Por fim, o índice DXY – que mede a relação entre o dólar e uma cesta de moedas de países desenvolvidos – seguia estável (+0,03%), a 98,81 pontos, em um pregão volátil. O dólar subia 0,13%, para 153,64 ienes. A moeda japonesa teve firme valorização nos últimos dias diante de crescentes expectativas de um aumento da taxa de juros pelo Banco do Japão (BoJ).
Petróleo supera US$ 101 com conflito entre EUA e Irã; bolsas de NY caem e juros sobem
Taxas de Treasuries têm alta firme diante dos maiores riscos inflacionários e da operação de recompra anunciada pelo Departamento do Tesouro







