Aos 38 anos, cantora britânica se prepara para uma segunda reconstrução mamária; especialistas explicam os cuidados que podem se estender por meses ou anos após o fim do tratamento 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jessie J anuncia pausa nas redes para se preparar para nova cirurgia após câncer de mama — Foto: Reprodução Instagram Jessie J decidiu fazer uma nova pausa nas redes sociais para se dedicar a uma etapa da recuperação que costuma receber menos atenção do que o próprio diagnóstico: o período que vem depois do tratamento contra o câncer. Aos 38 anos, a cantora britânica, diagnosticada com um tumor de mama em 2025, contou que pretende usar o afastamento para cuidar da saúde, se preparar para uma segunda cirurgia de reconstrução mamária, descansar e passar mais tempo com o filho, Sky, de 3 anos. Ela diz estar bem e encara o momento como uma oportunidade para desacelerar e se concentrar na recuperação. A decisão chama atenção para uma dúvida comum entre pacientes e familiares: o fim do tratamento significa também o fim dos cuidados médicos? A resposta é não. Mesmo quando não há mais evidência da doença, o acompanhamento continua e pode incluir avaliações para monitorar a recuperação, possíveis efeitos tardios das terapias e eventuais alterações que precisem ser investigadas. "Existe uma diferença importante entre concluir o tratamento e não precisar mais de acompanhamento. Mesmo quando não há evidência da doença, o paciente continua sendo acompanhado de acordo com o tipo de tumor, estágio, tratamentos realizados e características individuais. Esse seguimento permite observar a recuperação, possíveis efeitos tardios do tratamento e também sinais que eventualmente precisem ser investigados", explica a oncologista Roberta Galvão, especialista em oncogenética pelo City of Hope, em Los Angeles. É também nessa fase que pode surgir um dos sentimentos mais difíceis de administrar: o medo de que o câncer volte. A preocupação pode permanecer mesmo quando os exames não apontam sinais da doença, mas isso não significa que a paciente deva viver sob a expectativa de uma nova ocorrência. "Cada câncer tem uma história diferente. Não podemos olhar para a experiência de uma celebridade e tentar calcular o risco de outra pessoa. Prognóstico e possibilidade de recorrência dependem de diversas características da doença. Por isso, o acompanhamento precisa ser individualizado", afirma Roberta. Jessie J anuncia nova pausa nas redes antes de segunda cirurgia de reconstrução mamária — Foto: AFP via Getty Images Reconstrução mamária pode exigir mais de uma cirurgia No caso de Jessie J, a intervenção anunciada é uma nova etapa da reconstrução mamária após o câncer. A cantora não informou que tenha recebido um novo diagnóstico da doença. Uma cirurgia reconstrutiva, portanto, não significa necessariamente que o câncer tenha retornado. O procedimento pode ser planejado em diferentes momentos e, em alguns casos, envolver mais de uma operação. A necessidade de novas etapas depende de fatores como o tratamento oncológico realizado, as condições dos tecidos e os objetivos definidos pela equipe médica e pela paciente. "A reconstrução mamária faz parte da recuperação de muitas pacientes e pode ser realizada em momentos diferentes, dependendo do tratamento oncológico, das condições dos tecidos e do planejamento cirúrgico. Em alguns casos, são necessárias etapas adicionais para aprimorar formato, simetria ou resultado da reconstrução. Uma nova cirurgia reconstrutiva, portanto, não deve ser interpretada automaticamente como sinal de retorno do câncer", esclarece a cirurgiã plástica Alessandra Martinelli. A reconstrução também pode ocupar um lugar importante na recuperação emocional. Depois de enfrentar o diagnóstico e os procedimentos necessários para tratar a doença, lidar com as mudanças no corpo pode ser uma parte significativa da retomada da vida cotidiana. "Não se trata simplesmente de estética. A mama pode ter uma importância significativa para a imagem corporal e para a forma como aquela mulher se reconhece depois de passar pelo câncer. O planejamento precisa respeitar tanto a segurança quanto as expectativas e o momento de cada paciente", completa Alessandra.
Jessie J e a vida depois do câncer de mama: por que a recuperação pode incluir novas cirurgias
Aos 38 anos, cantora britânica se prepara para uma segunda reconstrução mamária; especialistas explicam os cuidados que podem se estender por meses ou anos após o fim do tratamento







