Comissão Europeia, braço executivo do bloco europeu, aprova nova lei que proporcionaria respaldo jurídico a cidades que querem restringir aluguéis para turistas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 União Europeia propôs novas ferramentas para ajudar cidades a restringir operadores de aluguel por temporada, como a Airbnb — Foto: Bloomberg :A União Europeia propôs novas ferramentas para ajudar cidades a restringir operadores de aluguel por temporada, como a Airbnb, na esperança de aliviar a disparada dos custos de moradia no continente. A Lei da Habitação Acessível — aprovada nesta quarta-feira pela Comissão Europeia, braço executivo da UE — propõe regras uniformes para determinar quando uma região enfrenta uma situação de “estresse habitacional”, o que daria às autoridades locais maior respaldo para agir contra os aluguéis de curta duração. A legislação proporcionaria “segurança jurídica” caso “as autoridades locais queiram agir”, disse Teresa Ribera, chefe da área de concorrência da UE. Teresa Ribera, chefe da área de concorrência da UE — Foto: Chris J Ratcliffe/Bloomberg A iniciativa representa um esforço da UE para responder ao agravamento da crise habitacional — uma das principais preocupações dos cidadãos europeus, mas uma área na qual Bruxelas tem pouca autoridade. As decisões sobre políticas habitacionais tradicionalmente ficam a cargo de governos nacionais ou autoridades locais. — Não há um único tema que tenha sido levado a mim com tanta frequência quanto os aluguéis de curta duração — disse Dan Jorgensen, comissário da UE para Energia e Habitação, descrevendo suas reuniões com autoridades locais e grupos de defesa da moradia. — Todos disseram: ‘Precisamos de ferramentas para lidar com esse desafio’. A proposta tenta fortalecer a posição das autoridades locais nos tribunais, onde elas têm enfrentado inúmeros processos por seus esforços para limitar os aluguéis destinados a turistas, informou a Bloomberg anteriormente. Nesses casos, proprietários de imóveis e operadores de aluguéis de curta duração invocaram as regras do mercado interno da UE. A nova legislação — que agora será encaminhada aos países da UE e ao Parlamento Europeu para análise — esclareceria que tipo de medidas os governos podem adotar contra os aluguéis para turistas sem violar a legislação europeia. — Eles não deveriam temer que, depois, possam ser levados aos tribunais — disse Jorgensen. Cerca de 20% do estoque habitacional da UE não é utilizado como residência principal, segundo o Eurostat, o órgão de estatísticas do bloco — embora apenas 1,2% das moradias da UE sejam usadas como aluguéis de curta duração. O problema é particularmente grave nas grandes cidades e nos destinos turísticos, onde as moradias são cada vez mais utilizadas para finalidades diferentes da residência permanente, reduzindo as opções disponíveis para os moradores.
UE aperta cerco contra aluguéis de temporada, como Airbnb, diante do agravamento da crise habitacional
Comissão Europeia, braço executivo do bloco europeu, aprova nova lei que proporcionaria respaldo jurídico a cidades que querem restringir aluguéis para turistas










