Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira, o petista registra 38,4% e candidato do PL, 37,3%; há um mês, tinham 43% e 35%, respectivamente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Andressa AnholeteAgência Senado O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados dentro da margem de erro já no primeiro turno, de acordo com pesquisa telefônica Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (9). O resultado destoa de outros levantamentos que apontam uma pequena vantagem do petista e sinaliza para um impacto dramático na intenção de votos depois do agravamento da crise dentro do Supremo Tribunal Federal (STF), que na terça-feira (8) evoluiu para uma nova etapa com a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor da Polícia Federal Andrei Rodrigues. No primeiro turno, Lula registra 38,4%, enquanto Flávio alcança 37,3% - há um mês, tinham 43% e 35%, respectivamente. Na sequência, vêm: Augusto Cury (Avante), com 6,6%; Renan Santos (Missão), com 4%; Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Romeu Zema (Novo), com 1,5%; e Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível, com 1,5%. O total de votos em branco e nulos é 2,5%, e 2,8% não sabem em quem votar. Cury, que agora está numericamente em terceiro lugar, tinha obtido 1,7% na pesquisa de agosto, na quinta colocação. A evolução do candidato do Avante também foi demonstrada por outras sondagens nos últimos dias. Na eventual disputa de segundo turno, ambos aparecem com 46% das intenções de voto. Votos em brancos e nulos somam 3,5% dos entrevistados, enquanto outros 4,5% disseram não saber em quem votariam. Na pesquisa do mês passado, Lula tinha 48,5% e Flávio, 43%, enquanto votos em branco e nulos totalizavam 4% e os que não sabiam eram também 4,5%. A pesquisa é a primeira do instituto após a revelação da investigação da Polícia Federal (PF) que trouxe mensagens trocadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso abriu uma crise na Corte, opondo Moraes ao ministro André Mendonça. Corrupção é motor para rejeição O levantamento indica que acusações de corrupção são o principal motivo para levar à rejeição de um candidato. Nada menos que 48,5% apontam esta razão. Os cruzamentos da pesquisa permitem dizer, contudo, que o tema é combustível para a rejeição tanto de Lula quanto de Flávio. No caso do senador do PL, ele se tornou alvo desde que foram divulgados mensagens suas com Vorcaro. No caso de Lula, o presidente sofre o desgaste do escândalo do INSS, das investigações contra seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, e da associação feita pelo eleitor dele com Moraes, algoz do ex-presidente Jair Bolsonaro no julgamento por atos golpistas. Entre os que aprovam o governo Lula, corrupção é motivo de rejeição para 53,3%. Entre eleitores de Flávio, para 50,6%. De acordo com o instituto, 80,3% dos pesquisados tomaram conhecimento das denúncias sobre o filho do presidente. No caso do áudio em que Flávio pede dinheiro ao dono do Banco Master. 76,3%. Já em relação ao envolvimento de Moraes com Vorcaro, o conhecimento é de 75,5%. A vulnerabilidade da imagem de Flávio em relação ao caso em que está envolvido é maior: 47,9% dos que tomaram conhecimento da história dizem que o episódio diminui a chance de votar no senador. No caso de Lula, 24,5% afirmam o mesmo em relação às denúncias contra Fábio Luís. A concordância com a frase “os dois lados da política brasileira são igualmente corruptos” é de 41,9%. Discordam deste enunciado 17,7% e 40,4% não têm opinião formada. O abalo da imagem do Supremo Tribunal Federal não é desprezível: 49,7% dos pesquisados afirmaram terem nenhuma ou pouca confiança na instituição. O dano reputacional à Polícia Federal também é grave: 48,5% têm visão negativa. O instituto mediu a rejeição dos candidatos em quatro perguntas diferentes. Em uma delas, os eleitores foram indagados qual o candidato que rejeitavam mais. Lula foi escolhido por 45% e Flávio por 42,7%. Em outra, os eleitores foram provocados a apontar em quem não votariam “de jeito nenhum”. Lula foi a opção de 46,6% e Flávio de 45,7%. Foi feita ainda pergunta específica sobre o candidato, cruzando com o grau de conhecimento. Lula foi rejeitado por 48% e Flávio por 47,7%. A pesquisa Meio/Ideia sugere que a migração de votos de candidatos pior situados para Flávio em um eventual segundo turno não é automática. Há uma grande divisão entre os eleitores de Augusto Cury. Neste universo 36,4% dos seus adeptos aprovam o governo Lula e 47,5% desaprovam. No caso dos eleitores de Romeu Zema, a aprovação é muito baixa, mas a desaprovação do governo fica em 45,3%. Entre os que escolhem Ronaldo Caiado a desaprovação a Lula é de dois terços e no de Renan, de três quartos. Economia puxa para baixo desempenho do governo Lula A avaliação da economia está puxando para baixo o desempenho do governo Lula entre os eleitores. Segundo a pesquisa, o governo tem nesta área 32% de conceito bom e ótimo, ou 2,5 pontos percentuais a menos que a média nacional. A soma de ruim e péssimo fica em 37%. O ponto nevrálgico é na chamada classe C, em que a avaliação positiva cai para 28,3% e a avaliação negativa atinge 47,5%. Nas classes D/E Lula tem avaliação positiva na economia de 42,4% (dois pontos percentuais a menos que na média geral), mas um terço dos eleitores nesta faixa social consideram seu governo apenas regular. O Ideia ouviu 1.500 eleitores com 16 anos ou mais, por meio de entrevistas telefônicas realizadas entre quinta-feira (4) e o feriado da segunda-feira, dia 7 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07935/2026.
Lula e Flávio empatam no 1º turno, diz pesquisa Meio/Ideia
Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira, o petista registra 38,4% e candidato do PL, 37,3%; há um mês, tinham 43% e 35%, respectivamente








