Batalha judicial, que começou há quatro anos, envolve 29 itens, desde a carteira de identidade do herói antiapartheid até algumas das camisas icônicas do ex-presidente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 África do Sul tenta impedir leilão de bens pessoais de Nelson Mandela — Foto: AFP O governo da África do Sul recorreu à Suprema Corte do país nesta terça-feira para tentar impedir o leilão, nos Estados Unidos, de itens que pertenceram a Nelson Mandela, argumentando que fazem parte do patrimônio nacional. Essa batalha judicial, que começou há quatro anos, envolve 29 itens, desde a carteira de identidade do herói antiapartheid até algumas das camisas icônicas do ex-presidente. Uma casa de leilões americana, em colaboração com uma das filhas de Mandela, pretende colocar os itens à venda. A Agência de Recursos Patrimoniais da África do Sul (SAHRA) e o Ministério da Cultura pediram à Corte Constitucional que declare a venda e a exportação desses itens ilegais, argumentando que eles devem permanecer na África do Sul. Esses objetos "são considerados patrimônio histórico e sua exportação sem autorização é ilegal", afirmaram, segundo um resumo do caso publicado pela Corte. Anunciado inicialmente em 2021, o leilão organizado pela Guernsey's, uma casa de leilões sediada em Nova York, foi suspenso em 2022 após processos judiciais iniciados pela SAHRA (Autoridade Sul-Africana de Recursos Humanos) para recuperar o controle de alguns dos itens. Veja pertences de Nelson Mandela que serão leiloados 1 de 11 Sapato inglês de Nelson Mandela — Foto: Divulgação/Guernsey's 2 de 11 Desenho "Libertando-se" em carvão, que de Nelson desenhou na prisão — Foto: Divulgação/Guernsey's X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 Camisa "Madiba" de Nelson Mandela — Foto: Divulgação/Guernsey's 4 de 11 Uma manta presenteada a Mandela pelo presidente Barack Obama e sua esposa, Michelle — Foto: Divulgação/Guernsey's X de 11 Publicidade 5 de 11 Punho de Mandela fundido em bronze — Foto: Divulgação/Guernsey's 6 de 11 Cartas de Nelson Mandela escritas na prisão — Foto: Divulgação/Guernsey's X de 11 Publicidade 7 de 11 Caderno de identificação de Nelson Mandela, recebido após sua libertação da prisão em 1993 — Foto: Divulgação/Guernsey's 8 de 11 Pasta de couro de avestruz — Foto: Divulgação/Guernsey's X de 11 Publicidade 9 de 11 Livro "35 sonetos" de Fernando Pessoa dado a Nelson Mandela — Foto: Divulgação/Guernsey's 10 de 11 Livro do ex-presidente Lincoln dado de presente para Nelson Mandela — Foto: Divulgação/Guernsey's X de 11 Publicidade 11 de 11 Aparelhos auditivos de Nelson Mandela . Após os tribunais sul-africanos darem sinal verde para a venda, ela foi anunciada novamente em 2024, antes de ser suspensa mais uma vez, enquanto o governo continuava seus esforços para impedi-la. Em janeiro, o Supremo Tribunal de Apelação rejeitou as objeções da SAHRA, decidindo que a agência de proteção do patrimônio "tinha que demonstrar em que medida cada um desses objetos constituía um bem patrimonial", de acordo com o resumo. Makaziwe Mandela, uma das filhas de Mandela, havia autorizado a venda para financiar a construção de um jardim memorial perto do túmulo de seu pai na aldeia de Qunu. Entre os outros itens estão roupas, escritos e presentes de presidentes dos EUA, incluindo Barack Obama e Bill Clinton. Mandela foi eleito o primeiro presidente da África do Sul democrática em maio de 1994 e governou até junho de 1999. Ele faleceu em dezembro de 2013, aos 95 anos.