As jogadoras da seleção espanhola terão acesso a diferentes opções de saúde reprodutiva, entre elas o congelamento de óvulos. O acordo, válido até 2029, foi anunciado nesta terça-feira (8) pela RFEF (Real Federação Espanhola de Futebol).

"É algo inovador no âmbito federativo em nível mundial", afirmou o presidente da entidade, Rafael Louzán. Ele ressaltou que que o acerto representa mais um passo nas medidas de conciliação entre vida pessoal e profissional implementadas pela RFEF.

Firmado com a clínica de reprodução assistida Tambre, o acordo prevê desde o fornecimento de informações sobre reprodução assistida até diferentes tratamentos, como o congelamento de óvulos e a fertilização in vitro.

O compromisso contempla, de forma retroativa desde abril do ano passado, todas as jogadoras que tenham sido convocadas para ao menos duas partidas da seleção espanhola, além de árbitras, funcionários da RFEF e jogadoras da seleção de futsal.

A RFEF arcará com o custo do congelamento de óvulos das jogadoras, que prevê, inicialmente, a preservação por cinco anos. Ao fim desse período, "a jogadora poderá dar continuidade ao tratamento ou optar por doar os óvulos para pesquisas ou reprodução assistida", explicou Inge Komerlink, diretora-geral da clínica Tambre.