Clima, gargalos provocados por conflitos geopolíticos e dúvidas sobre rendimento das safras em várias regiões provocaram um aumento médio mundial dos preços dos alimentos de 2,2% em agosto, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).
A entidade acompanha os preços de carnes, lácteos, cereais, óleos vegetais e açúcar. Este último foi o que mais subiu no mês passado a nível mundial, ficando, em média, 12% mais caro para os consumidores. No Brasil não foi diferente, os preços acumulados do açúcar no mês passado subiram 24%, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Possibilidade de uma produtividade menor no Brasil e na União Europeia, esta castigada por forte calor neste ano, e isenção de impostos pela Índia na importação de açúcar bruto forçaram a alta dos preços.
Os óleos vegetais também passaram a pesar mais no bolso dos consumidores, segundo a FAO, com aumento de 0,6%. Expectativas do efeito do El Niño no Sudeste Asiático, grande região produtora de óleos vegetais, e instabilidade no fornecimento de petróleo sustentam os preços. Além disso, o óleo de soja é utilizado cada vez mais para a produção de biocombustível, principalmente nos Estados Unidos.









