Na esteira do avanço da inteligência artificial, a Beon lança Beonica, uma plataforma para ampliar o acesso a informações de sustentabilidade 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ferramentas de IA como a Beonica ajudam a transformar dados corporativos em respostas diretas, tornando as práticas ESG das empresas mais acessíveis a investidores, funcionários e clientes — Foto: Getty Images Relatórios de sustentabilidade reúnem dados essenciais sobre as práticas ESG das empresas, mas são documentos extensos e complexos. Para facilitar a leitura e compreensão dos mesmos, a Beon, consultoria em estratégia de sustentabilidade da FSB Holding, desenvolveu a Beonica, uma plataforma que transforma esses documentos em agentes conversacionais inteligentes. "Por melhor que seja o trabalho de comunicação para tornar essa peça mais acessível, ainda assim é um documento difícil de manusear. Hoje, é preciso baixar o PDF, procurar a informação e ler algumas páginas para entender o que está sendo buscado. Ou você faz tudo isso, ou pergunta para uma LLM e corre o risco de receber uma informação imprecisa", explica Danilo Maeda, diretor-geral da Beon. Projetada para funcionar como um chat de loja online, algo com que as pessoas que usam a internet todos os dias já estão acostumadas, a Beonica é uma inteligência artificial treinada com conteúdos do próprio relatório de sustentabilidade das companhias, o que reduz o risco de erros e imprecisões. Ao acessar os sites das empresas desejadas, o usuário encontra uma caixa de interação e pode fazer perguntas sobre as diretrizes de sustentabilidade da instituição. "O chatbot ainda responde usando o tom de voz da marca, em uma linguagem amigável, do jeito que acontece nas LLMs. Só que, nesse caso, anulamos o risco de alucinação", explica Maeda. IA como ferramenta de transparência A ferramenta ganha relevância em um momento de expansão expressiva do uso da IA por pessoas e organizações. O Brasil já provou que é um entusiasta da tecnologia: dados da edição mais recente do estudo "Our Life with AI", realizada pela Ipsos a pedido do Google, mostram que 71% dos adultos conectados no país já utilizaram chatbots em 2025 — índice acima da média mundial de 62% — e que 79% dos brasileiros utilizam alguma ferramenta de IA no aprendizado. Segundo o IBGE, de 2022 a 2024, o percentual de empresas industriais que utilizam inteligência artificial passou de 16,9% para 41,9%. Esse avanço também chegou ao departamento de sustentabilidade das organizações, e faz sentido que seja assim. Os relatórios de sustentabilidade se tornaram essenciais na comunicação de ações e resultados corporativos a investidores, stakeholders, funcionários e clientes, e é cada vez mais exigido das empresas que identifiquem e reportem seus riscos e impactos ambientais de forma clara, com dados precisos e indicadores consistentes. Com o aumento das exigências regulatórias e a crescente importância das pautas ESG, cresce também a demanda por ferramentas capazes de processar e comunicar informações cada vez mais complexas. A IA já está sendo incorporada em diversas etapas do processo de desenvolvimento desses documentos. As LLMs (Large Language Models, ou grandes modelos de linguagem) são capazes de entender, interpretar e responder questões elaboradas por humanos em linguagem natural, o que as torna especialmente úteis para lidar com o volume e a complexidade dos dados presentes nesses documentos. "As LLMs tornam mais fáceis a elaboração de rascunhos e primeiras versões de textos e conteúdos em geral. É inegável que trazem um ganho de eficiência ao processo e melhoram a alocação do número de horas necessárias para chegar a um produto final de qualidade. E o uso dessas tecnologias deve continuar crescendo", pondera Maeda. Essa popularização, no entanto, gera também o receio de que a inteligência artificial amplie excessivamente a exposição de informações estratégicas. A Beonica também surge para mitigar essa ameaça já que quando utilizada de forma responsável e com supervisão humana, pode ampliar o acesso e a compreensão de conteúdos que já devem ser comunicados ao mercado, funcionando como uma ferramenta de transparência, e não como um fator adicional de risco. Para Maeda, a tecnologia não veio para substituir a especialidade humana, mas para garantir que o trabalho já feito pelas equipes de sustentabilidade chegue, de fato, a quem precisa. Saiba mais no site de Beonica.