Estrutura de 4,5 metros, equipada com câmeras e sensores, faz parte da estratégia de Helsinque contra o que o governo chama de ameaça de “guerra híbrida” 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Finlândia — Foto: Pexels A Finlândia concluiu nesta segunda-feira (7) a construção de uma cerca de cerca de 200 quilômetros ao longo da fronteira com a Rússia, projeto iniciado há três anos e incorporado à estratégia de segurança do país contra o que o governo classifica como ações de “guerra híbrida”. Com 4,5 metros de altura e equipada com câmeras e sensores, a estrutura cobre áreas consideradas estratégicas dos 1.340 quilômetros de fronteira entre os dois países, a mais extensa fronteira terrestre compartilhada por um membro da União Europeia ou da Otan com a Rússia. Segundo as autoridades finlandesas, o projeto custou cerca de 356 milhões de euros. A cerimônia de conclusão ocorreu perto do posto fronteiriço de Nuijamaa, no sudeste do país, fechado desde 2023. A ministra do Interior, Mari Rantanen, classificou a obra como essencial para a segurança nacional. — Nesta situação, cada Estado deve garantir sua própria segurança e a inviolabilidade de suas fronteiras — afirmou, segundo a AFP. As passagens terrestres foram fechadas depois que a Finlândia acusou Moscou de encaminhar deliberadamente mais de 1.300 migrantes sem visto à fronteira, numa tentativa de pressionar e desestabilizar o país. O Kremlin negou a acusação. A decisão ocorreu meses após a entrada da Finlândia na Otan, em abril de 2023. Apesar da redução das travessias ilegais, Rantanen afirmou que a situação pode mudar rapidamente. O governo também avalia ampliar o cercamento e propôs estender até o fim de 2028 uma lei que permite restringir pedidos de asilo em situações consideradas ameaça à soberania nacional. A iniciativa se soma a barreiras semelhantes construídas pela Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia em suas fronteiras com Belarus.
Finlândia conclui cerca de 200 km de muro na fronteira com a Rússia
Estrutura de 4,5 metros, equipada com câmeras e sensores, faz parte da estratégia de Helsinque contra o que o governo chama de ameaça de “guerra híbrida”










