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Quando Keti Leshkasheli, médica da Geórgia que serviu nas Forças Armadas da Ucrânia, voltou da linha de frente, há cerca de três anos, seu celular não parava de vibrar.
Amigos e familiares queriam saber se ela estava bem. Eles haviam visto publicações no aplicativo de mensagens Telegram que afirmavam que Leshkasheli tinha sido capturada e estuprada.
"Fiquei sabendo que havia aparecido um vídeo dizendo que algumas garotas e eu tínhamos sido capturadas. Havia um link para um canal no Telegram que mostrava como estávamos sendo 'punidas'", contou Leshkasheli à BBC.
Ela se reconheceu na imagem. Era uma foto dela, tirada anos antes, em que aparece de uniforme militar em Avdiivka, cidade no leste da Ucrânia que hoje está sob ocupação russa. "Escreveram todo tipo de horror sobre mim", explicou. "Me dá raiva. Não posso fazer nada a respeito."








