O carro mais vendido do mundo chega aos 60 anos em outubro. Produzido desde 1966, o japonês Corolla acumula mais de 57 milhões de unidades comercializadas em diferentes carrocerias. Presente em ao menos 150 países, o carro se aproxima de sua 13ª geração pressionado pela indústria chinesa.

Os efeitos dos novos tempos são sentidos no Brasil. Entre janeiro e agosto, o sedã produzido atualmente em Sorocaba (interior de São Paulo) teve 15.540 unidades vendidas no país, uma queda de 36,5% em relação ao mesmo período de 2025.

Os dados, que são da Fenabrave (associação dos distribuidores de veículos), mostram ainda que o BYD King aparece na segunda colocação do segmento, com 11.233 emplacamentos no acumulado do ano. O rival chinês tem um sistema híbrido mais avançado e preço menor. Mas não tem 60 anos de história.

Nos anos 1960, quando o mundo era dominado por marcas americanas e europeias, parecia improvável que um carro japonês pudesse atrair compradores fora de seu país de origem. Era tão impensável quanto, na década passada, acreditar que a compra de um GWM seria bom negócio. Então surgiu o Corolla.

Aquele sedã de duas portas com motor 1.1 (60 cv de potência) tinha 3,85 metros de comprimento. Era menor que um Volkswagen Polo atual (4,07 metros).