Tema que mais gera preocupação entre o eleitorado ainda é a violência, que segue estabilizada em 31% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 STF deve analisar em agosto os primeiros saldos de retroativos devidos a magistrados em penduricalhos — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo Divulgados nesta segunda-feira, dados da última pesquisa Quaest mostram que a preocupação com a corrupção aumentou seis pontos percentuais entre o eleitorado brasileiro, indo de 14% para 20%. O salto se deu no período em que a crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF) escalou, com o pedido do ministro Alexandre de Moraes para investigar o colega André Mendonça. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais. Com o crescimento, a corrupção empatou com a economia, que também teve oscilação positiva, como segunda maior preocupação dos brasileiros. O tema que mais gera preocupação entre o eleitorado é a violência, que segue estabilizada em 31%. Assim como a corrupção, o receio com a economia avançou em relação à última pesquisa, do dia 2 de setembro, indo de 16% para 19%. Na semana passada, novos desdobramentos do escândalo revelaram mensagens em que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pede orientações a Moraes sobre como deveria agir dias antes de ser preso. O fim do sigilo sobre as mensagens — autorizado por Mendonça, relator do caso — aprofundou a crise na Corte, levando ao pedido formulado por Moraes. Segundo a Quaest, entre a direita não bolsonarista, a preocupação com a corrupção subiu de 21% para 28%. Já entre bolsonaristas o salto foi de dez pontos, indo de 18% para 28%. Na esquerda não lulista, a corrupção foi de 8% para 14%, enquanto entre lulistas subiu de 5% para 12%. No grupo dos independentes, o avanço foi de 16% para 20%. Já no recorte por região, o maior crescimento se deu entre o eleitorado do Sul, indo de 16% para 28%. No Nordeste, o salto foi de dez pontos percentuais, indo de 7% para 17%. No Sudeste, a preocupação com a corrupção foi de 17% para 21%, uma variação dentro da margem de erro da região, que é de três pontos percentuais para a região. No agrupamento Centro-Oeste/Norte, o crescimento se deu dentro da margem de erro, indo de 15% para 17%. Dados da Quaest desta segunda-feira mostram um cenário de estabilidade nos índices de aprovação e rejeição do governo federal, com variações dentro do limite da margem de erro. No momento, Lula é aprovado por 43% dos eleitores, enquanto 50% desaprovam a gestão. Na pesquisa do dia 5 de agosto, o cenário era outro, com o petista mantendo a aprovação em 48% e sendo desaprovado por 47%. A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-01720/2026. Empate numérico No primeiro turno projetado pela Quaest, Lula aparece com 36% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 29%. No terceiro lugar, está Augusto Cury (Avante), com 8%. Já Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) marcam 3%, e Romeu Zema (Novo), 2%. Em um segundo turno entre Lula e Flávio, ambos os candidatos marcam 41% das intenções de voto. Esse é o primeiro empate numérico entre os dois candidatos desde março de 2026. A última pesquisa da Quaest já mostrava empate técnico entre os dois candidatos, com Lula marcando 42% contra 41% do senador fluminense. Os levantamentos anteriores do instituto já indicavam uma progressiva redução da distância entre o petista e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 26 de julho, a distância entre os dois chegou a oito pontos percentuais, com o atual presidente tendo 45% das intenções de voto contra 37% do adversário. Já em uma disputa entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), o ex-governador de Goiás marca 38%, e o petista, 41%. Outros 17% são brancos e nulos, enquanto 4%, indecisos. No cenário em que Cury chega ao segundo turno, o escritor tem 35% das intenções de voto. Já o petista marca 39%, e o número de brancos e nulos chega a 21%. Em uma disputa entre Lula e Romeu Zema, a Quaest projeta que o petista alcance 44% das intenções de voto, enquanto o ex-governador de Minas Gerais fica com 33%. Já em um segundo turno entre o atual presidente e Renan Santos, Lula tem 42%, e o adversário, 37%.
Em meio à crise no STF, preocupação com corrupção cresce seis pontos e fica em 2º entre maiores problemas do país, diz Quaest
Tema que mais gera preocupação entre o eleitorado ainda é a violência, que segue estabilizada em 31%










