Pesquisa mostra oscilações dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, em relação à semana passada, mas com tendência de piora real do presidente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Lula no Palácio do Planalto — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo Dados da pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira mostram a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 43%, enquanto 50% desaprovam a gestão. O levantamento, contratado pela TV GLOBO e pelo jornal GLOBO, exibe uma tendência de piora do indicador, embora as oscilações a cada sondagem sejam dentro da margem de erro. Na última rodada da pesquisa, veiculada na semana passada, o índice de aprovação do governo era de 45%, dois pontos percentuais a mais que o registrado hoje, enquanto a desaprovação era de 48%, dois pontos a menos em relação aos número desta segunda-feira. Ao analisar uma trajetória mais longa, no entanto, percebe-se a tendência negativa para Lula: o saldo chegou a ser de um ponto negativo no início de agosto, e hoje é de sete negativos. Outros pontos da pesquisa indicam que, a despeito de indicadores macroeconômicos como desemprego, inflação e aumento da renda estarem positivos, a população pena para sentir isso na pele. Apenas 10% dizem que a renda aumentou mais que o custo de vida. Apesar de o governo ter feito o Desenrola 2.0, cresceu no último mês o percentual de eleitores que dizem ter dívidas. Chega a 72% a soma dos que afirmam contar com muitas dívidas (28%) ou poucas dívidas (44%). A Quaest também aponta que, disputa presidencial, o presidente segue na liderança com 36% das intenções de voto no primeiro turno, seguido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 29%. Em terceiro lugar, aparece o escrito Augusto Cury (Avante), seguido por Renan Santos (MDB) e por Ronaldo Caiado (PSD), com 3% cada. Já Romeu Zema (Novo) pontua 2%. O levantamento é o primeiro feito pela Quaest após os desdobramentos do caso Master revelarem mais detalhes sobre a ligação entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF), o banqueiro solicitou ajuda ao magistrado para "sensibilizar autoridades" e pediu orientações sobre como deveria proceder poucos dias antes de ser preso. O caso abriu uma crise dentro da Corte entre Moraes e o ministro André Mendonça, que autorizou a quebra do sigilo da investigação. Enquanto o tema tem sido explorado por presidenciáveis de direita para subir o tom contra o Supremo, Lula tem buscado manter distância do assunto. Na sexta-feira, o presidente gravou um vídeo de pouco mais de um minuto em que não cita diretamente Moraes, mas diz que há suspeita de envolvimento de políticos e agentes públicos no caso Master. A menos de um mês do primeiro turno, Lula também vive um momento de aproximação com a cúpula do Congresso Nacional. Interessado na aprovação de propostas que têm sido usadas como bandeira de campanha, como o fim da escala 6x1, o presidente retomou a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após meses de afastamento desencadeado pela rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo. Já a aproximação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), a Lula é atribuída a um cálculo eleitoral, já que na Paraíba, seu reduto eleitoral, ele trabalha para eleger o pai, Nabor Wanderley, como senador com o apoio do petista. Alcolumbre e Motta estiveram ao lado de Lula durante o desfile de 7 de setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta segunda-feira. A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-09417/2026.
Aprovação do governo Lula vai a 43% e desaprovação chega a 50% em meio à crise do STF
Pesquisa mostra oscilações dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, em relação à semana passada, mas com tendência de piora real do presidente






