A França deverá registrar uma das menores produções de vinho das últimas três décadas, com a produção de champanhe prevista para cair pela metade neste ano, após o calor intenso e a seca danificarem as videiras e as uvas, informou o Ministério da Agricultura nesta segunda-feira (7).
O segundo maior produtor mundial de vinho registrou seu verão mais quente até então em 2026, enquanto cientistas afirmam que as mudanças climáticas causadas pela ação humana tornam os eventos meteorológicos extremos mais intensos e frequentes, e a Europa passa pelo aquecimento mais rápido entre todos os continentes.
Após a baixa produção em 2024 e 2025, a deste ano está estimada em 33,9 milhões de hectolitros de vinho, o equivalente a cerca de 4,5 bilhões de garrafas. O volume seria 6% inferior ao do ano passado e 17% abaixo da média de 2021 a 2025.
O ministério afirmou que as condições no início do ano haviam sido favoráveis, mas que a seca e as ondas de calor do verão danificaram as videiras e reduziram os rendimentos.
A maioria dos produtores de vinho na França, assim como em outros países europeus, iniciou a colheita das uvas excepcionalmente cedo neste ano, informou o ministério.











