Inspirado em Romário, Samuel Lino fez valer momento iluminado com gol de biquinho contra o Remo; rubro-negro foi superior, mas precisou superar adversidades como retranca e gramado irregular 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flamengo bateu Remo com gol de biquinho de Samuel Lino — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo A comemoração coletiva efusiva após o apito final no Mangueirão, enquanto a chuva do verão amazônico desabava, definiu mais uma rodada perfeita para o Flamengo neste Brasileirão. Naquele momento, a equipe apenas reagia à vitória afirmativa por 1 a 0 sobre o Remo, assinada novamente pela estrela de Samuel Lino. Algumas horas depois, no entanto, passou a simbolizar um feito inédito nesta temporada: com o empate entre Palmeiras e Botafogo, o atual campeão brasileiro dormiu na liderança pela primeira vez em 2026. O rubro-negro já ocupava o posto virtualmente, já que, nas últimas semanas, vinha apresentando um futebol muito superior ao do alviverde. Agora, essa condição está traduzida em números: 54 pontos, um a mais que o rival paulista. No jogo de ontem, o Flamengo esteve literalmente sujeito a chuvas e trovoadas, e precisou dar uma amostra de resistência para sair com uma vitória que não é para qualquer um neste campeonato. Embora o Remo esteja encalacrado na zona de rebaixamento, o ambiente hostil criado pela torcida local — foram quase 52 mil pessoas presentes —, somado às diversas adversidades em campo — gramado escorregadio no início e empoçado no fim —, criou uma situação de grande desgaste físico e mental. O Flamengo não perdeu o controle do jogo em nenhum momento. Como o Remo adotou linhas de seis ou sete jogadores na própria área, a equipe carioca tinha facilidade para recuperar a posse na intermediária e parar contra-ataques tímidos. Os mandantes só ameaçaram em bolas aéreas no fim de cada tempo, quando Rossi precisou fazer algumas defesas. Então, o principal problema morava com a bola no pé na parte final do campo. Mesmo terminando com 21 finalizações contra sete, o Flamengo teve dificuldade em encontrar espaços na defesa adversária; por isso, recorria a chutes sem qualidade de longe. Além disso, individualmente, os jogadores não tiveram um dia muito inspirado. Arrascaeta durante jogo entre Remo e Flamengo — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo Arrascaeta optou por dar passes desnecessários quando aparecia em boa condição de chute, e Pedro foi incapaz de vencer Marcelo Rangel. No segundo tempo, o goleiro fez uma defesa após chute na pequena área que se candidatou imediatamente a ser a melhor deste Brasileirão. Samuel Lino era quem realmente vinha merecendo ser o herói da tarde. Dando sequência ao ótimo momento na temporada, ele estava testando Rangel desde a primeira etapa e carimbou uma bola na trave antes de se associar com Arrascaeta para decidir. Após receber um passe do camisa 10, recorreu ao “biquinho” para bater cruzado e balançar a rede. — É uma vitória complicada fora de casa. Campo difícil, clima, calor com chuva, mas o Flamengo foi guerreiro, foi forte. Com o grupo unido, conseguimos sair com os três pontos. Fico feliz por ter marcado, ajudado o time — analisou Lino, que revelou a inspiração para o gol: — Igual ao Romário, né? Um bonito biquinho. Samuel Lino comemora gol do Flamengo contra o Remo — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo O gol saiu na hora exata, já que depois dos 20 minutos do segundo tempo a bola teve muita dificuldade para rolar. Com a chuva forte, Jardim precisou abrir mão dos jogadores mais técnicos e lançou atletas com mais fôlego em campo. Entre eles, Joaquín Freitas e Anthony Valencia, jovens anunciados na última semana e que estrearam em um cenário difícil. Mas o Flamengo se fechou e segurou a pressão final do Remo para garantir uma vitória valiosa. No próximo domingo, o agora líder do Brasileirão receberá o Corinthians. Antes, na quinta-feira, abre o confronto das quartas de final da Libertadores contra o Independiente Del Valle, em Quito, no Equador.