O Rock in Rio nos últimos anos descobriu um filão da música pop para apostar —o rap e o R&B que fizeram sucesso principalmente através do rádio e dos videoclipes nos anos 2000. Ne-yo, que toca no festival neste ano, passou a frequentar as escalações do evento, assim como CeeLo Green e Akon, entre outros.

Neste ano, foi a vez do cantor e rapper Nelly estrear no Rock in Rio —e no Brasil. Ele fez um show que foi morno na maior parte do tempo, mas empolgou quando tocou seus megahits para uma plateia encharcada pela chuva forte, que não parou de cair na noite deste domingo (6), o terceiro dia da edição de 2026 do festival carioca.

A nostalgia começou antes mesmo do cantor subir ao palco. Nos primeiros minutos da apresentação, seu DJ emendou hits americanos contemporâneos à obra de Nelly para um público que dançava também para afastar o frio.

Depois de uns cinco minutos, a atração principal entrou no palco e logo puxou "E.I." e um trecho de "Shake Ya Tailfeather" —esta segunda, uma parceria de Nelly com Murphy Lee e Sean "P. Diddy" Combs, hoje preso nos Estados Unidos. O show demorou a engrenar, o que só aconteceu a partir de "Country Grammar (Hot Shit)", quando a plateia começou a responder com mais energia às performances.