Só na estação de BRT Centro Olímpico, um dos principais pontos de desembarque do evento, havia, ao menos, 36 vendedores ambulantes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Comerciantes aproveitam chuva para vender capas de chuva na entrada do Rock in Rio — Foto: Amanda Rosa RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você Ambulantes faturam até R$ 700 por dia vendendo capas que variam de R$ 10 a R$ 30. Os modelos protegem tanto o corpo quanto celulares. Vendedor veterano relata que a concorrência cresceu muito desde a primeira edição em 1985. No passado, o faturamento diário equivalia a R$ 3 mil. O público precisou se adaptar ao temporal para assistir aos shows esgotados. Muitos fãs enfrentaram imprevistos com acessórios danificados no trajeto. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Quem decidiu vir ao Rock in Rio neste domingo (6) precisou se adaptar à chuva que insiste em cair sobre a Cidade do Rock, na Zona Sudoeste do Rio. Com Calvin Harris e The Black Eyed Peas no line-up, o primeiro dia a ter ingressos esgotados conta com uma multidão de fãs assolados pelo aguaceiro e com vendedores ambulantes contentes ao verem na tempestade uma oportunidade de negócio. Dezenas de comerciantes circulam no entorno do festival vendendo capas de chuva para quem não deseja se encharcar durante os shows. — Tem evento que dá para vender muita capas de chuva. Como o Rock in Rio é um evento grande, e eu vi que tinha previsão de chuva para o fim de semana, eu decidi vir para cá vender — contou o vigia Ronaldo Pereira, de 65 anos, que aproveita a chuva em grandes eventos para faturar um dinheiro extra. Ele estava abordando clientes na estação do BRT Centro Olímpico, um dos principais pontos de desembarque de transporte público para o evento. Só lá, havia pelo menos 36 vendedores de variadas capas para proteger o corpo da chuva. Havia ainda quem comercializasse capas para proteger o celular. Ronaldo vende os modelos para smartphones a R$ 20, capas grossas para o corpo a R$ 30 e estilos de plástico fino a R$ 10. Em um dia, ele chega a faturar R$ 700 em 10h de venda. Samuel Pereira vende capas de chupa na entrada do Rock in Rio — Foto: Amanda Rosa Também ativo no negócio, Samuel Pereira acredita que dá para tirar um lucro bom, mas que não é comparável ao dinheiro que levava para casa em chuvas de edições do Rock in Rio de outros tempos. Morador de Jacarepaguá de 65 anos, ele aproveita os dias de chuva do evento para vender capas desde 1985, quando o festival começou. — Dá para vender bem, mas não se compara ao Rock in Rio de 20 anos atrás. A gente vendia bem mais porque tinha bem menos concorrente. Eu já cheguei a levar o que hoje seria equivalente a uns R$ 3 mil por dia antigamente — disse Samuel. A analista financeira Viviane Augusta a caminho do Rock in Rio — Foto: Amanda Rosa A sorte dos comerciantes é a mesma de quem vai para os shows desprevenido, ou tem algum imprevisto no caminho, como é o caso da analista financeira Viviane Augusta. Ela veio de São Paulo para o festival e estava preparada para a chuva, mas a sua capa rasgou ainda no caminho para a Cidade do Rock. — Eu me planejei pra chuva, acompanhei a previsão do tempo durante as duas semanas que passaram. Comprei capa de chuva antes de vir para o Rio, mas, agora, durante o trajeto, na hora que eu fui vestir a capa, ela rasgou. Tive que comprar uma emergencial agora — contou. A paulista pagou R$ 10 no item de proteção contra o aguaceiro e não curtiu o preço, porque tinha dado o mesmo valor em uma capa de melhor qualidade, mas está contente que poderá curtir tranquilamente o show do Calvin Harris, que tanto aguarda, sem se molhar.