Decisão está de acordo com o cronograma do grupo, que prevê manter metas estáveis até o fim do ano 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Opep+ mantém plano de deixar inalteradas as cotas de produção de petróleo — Foto: Bloomberg Os principais integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo mais aliados (Opep+) mantiveram o plano de deixar inalteradas as cotas de produção de petróleo, enquanto a guerra entre Estados Unidos e Irã continua a paralisar grande parte da produção no Oriente Médio. Um grupo de sete países, liderados por Arábia Saudita e Rússia, realizou uma videoconferência mensal neste domingo e decidiu manter os níveis de produção inalterados em outubro, após uma série de aumentos simbólicos nas cotas, informou a Opep em comunicado. A decisão está de acordo com o cronograma do grupo, que prevê manter as metas estáveis até o fim do ano. O conflito entre Estados Unidos e Irã atenuou, por enquanto, o impacto das decisões da Opep+, à medida que a interrupção no Estreito de Ormuz provoca forte queda nas exportações de petróleo dos países do Golfo Pérsico. Alguns deles, porém, conseguiram sustentar o fluxo por meio de rotas alternativas de oleodutos e operações de transporte realizadas de forma sigilosa. Apesar da redução dos fluxos, a Opep + continuou a elevar as cotas durante a guerra, com o objetivo de concluir a reversão dos cortes de produção adotados em 2023 e, potencialmente, dar a alguns membros uma margem de manobra adicional para impulsionar a produção quando os confrontos cessarem. Embora a coalizão ainda tenha parte da oferta interrompida que precisa ser restabelecida, esse processo será complicado porque a capacidade de produção de muitos membros se deteriorou desde que as restrições foram anunciadas. Além disso, a guerra tornou o cenário ainda mais complexo. Na semana passada, a retomada das hostilidades abalou os preços do petróleo, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou novos ataques contra instalações iranianas, e a República Islâmica retaliou contra bases americanas na região. — Por enquanto, a Opep+ está movimentando barris no papel, e não no mercado físico — disse Jorge Leon, chefe de análise geopolítica da Rystad Energy, que já trabalhou no secretariado da Opep. — O impacto real virá se, e quando, o Estreito de Ormuz for totalmente reaberto. Nesse momento, o grupo poderá passar repentinamente de uma situação de gerenciamento de exportações restritas para o enfrentamento de um excedente crescente. A próxima reunião mensal do grupo será realizada em 4 de outubro. A prioridade da Opep+ é uma auditoria para determinar quanto cada membro é capaz de produzir fisicamente. O resultado será usado no cálculo dos limites de produção de cada país para 2027. A revisão deve ser concluída até o fim deste mês e, posteriormente, será analisada pelos ministros do Petróleo quando a aliança completa se reunir, no fim de novembro. — O foco agora se afasta dos ajustes mensais de produção e se volta para o debate, muito mais importante, sobre 2027— disse Leon. — Esse processo provavelmente será muito mais difícil e politicamente sensível.
Opep+ mantém cotas de produção de petróleo inalteradas em outubro
Decisão está de acordo com o cronograma do grupo, que prevê manter metas estáveis até o fim do ano















