A Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta sexta-feira (4) uma resolução que desencoraja o uso da projeção de Mercator do mapa-múndi e apoia a adoção de outro modelo que distorce menos as massas continentais.
Um dos efeitos da projeção Equal Earth, uma proposta do cartógrafo Tom Patterson em parceria com o engenheiro Bojan Savric e o professor Bernhard Jenny, de 2018, é aumentar o tamanho da representação da África. Na projeção de Mercator, os países mais próximos dos pólos ficam maiores, o que fazia com que o continente africano parecesse do mesmo tamanho da Groenlândia, mesmo tendo 14 vezes o tamanho do território dinamarquês.
Não à toa, a promoção do texto foi liderada pelo Togo, após campanha da União Africana. Foram 164 países (Brasil entre eles) a favor da proposta, com apenas 6 abstenções (Estônia, Geórgia, Lituânia, Moldova, Sérvia e Ucrânia) e 22 que não participaram da votação.
O único país que votou contra foram os Estados Unidos. Ao argumentar contra a proposta, a representação de Washington afirmou que a resolução promovia uma "agenda ideológica" e desviava a atenção dos "verdadeiros problemas relacionados à paz internacional, à prosperidade ou às boas relações".











