PUBLICIDADE Empresa de energia Naftogaz, da Ucrânia, busca na Justiça US$ 4,2 bilhões da Rússia, em compensação financeira por perda de ativos decorrente da anexação da Crimeia, em 2014 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vista de estação científica da Noruega em Svalbard, arquipélago no Ártico — Foto: Reuters/Lisi Niesner/Foto de arquivo A Noruega dará a assistência necessária a russos no arquipélago Svalbard, no Ártico, após a apreensão do navio em que estavam passageiros e mantimentos transportados para as remotas ilhas, informou nesta sexta-feira o Ministério de Relações Exteriores. Uma corte da Noruega determinou nesta semana o arresto do navio Professor Molchanov, uma embarcação de cruzeiro, a pedido de empresa ucraniana envolvida numa disputa judicial com Moscou. A imobilização nas ilhas de passageiros e tripulação do navio levou Moscou a acusar a Noruega de “pirataria”. “As autoridades norueguesas estão fazendo o que podem para proteger os cidadãos russos que se encontram agora em uma situação difícil em Svalbard”, disse em comunicado para a Reuters o Ministério de Relações Exteriores da Noruega, no qual afirmou estar em conformidade com as obrigações internacionais. O vilarejo de Barentsburg, onde o navio foi arestado, é um de dois assentamentos russos em Svalbard, onde residem 392 dos 2.914 moradores do arquipélago, segundo a agência de estatísticas da Noruega. A empresas da Rússia normalmente é concedida uma proteção quando se trata da aplicação de sanções a ativos envolvidos no transporte de mantimentos e de recursos necessários à sobrevivência nessas ilhas, acrescentou o ministério. O navio, de 71 metros, tem uma tripulação de 32 pessoas e tranportava 52 passageiros, com biblioteca, sauna, dois restaurantes e bar, de acordo com o site Cruisemapper. A embarcação é usada tanto para atividades comerciais como para expedições científicas. A apreensão do navio tem relação com processo movido pela empresa ucraniana do setor de energia Naftogaz, que busca compensação de US$ 4,22 bilhões da Rússia, em razão de ativos da companhia que foram tomados pelo país com a anexação da Crimeia, em 2014. A Rússia pretende apelar da decisão.