Depois de três semanas internado, influenciador deixou o Hospital e vai dar prosseguimento ao tratamento contra doença rara em casa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lito Souza em registro publicado em seu canal, 'Aviões e Músicas' — Foto: Reprodução/YouTube Depois de três semanas internado, Lito Sousa, de 59 anos, deixou o Hospital Israelita Albert Einstein e vai dar prosseguimento ao tratamento contra a rara doença de Creutzfeldt-Jakob em casa. A residência da família teve que ser adaptada para receber uma estrutura que se assemelha à encontrada no ambiente hospitalar, para continuar com todo o suporte necessário. A informação foi confirmada pela mulher de Lito, Mila Seidl, que disse que o tratamento vai continuar sendo especializado para lidar com a rara doença, que nesta fase está em cuidados paliativos, quando busca-se dar conforto durante tratamentos e acompanhamentos médicos. Segundo Mila, o imóvel não possui recursos de acessibilidade suficientes para a nova rotina da família. Por isso, portas e o box do banheiro precisaram ser retirados, além de terem sido feitos ajustes nos corredores para facilitar a movimentação. — Como eu disse, minha casa não é acessível. Eu imaginava isso. Então estou tirando as portas e encostando aqui, depois eu vejo o que eu faço. Provavelmente essa aqui também acho que vou ter que tirar. Fiz as medidas, mas fica muito rente para fazer manobra ali — relatou Mila no vídeo publicado há menos de uma semana. O que são os cuidados paliativos? Os cuidados paliativos são definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma “abordagem que melhora a qualidade de vida dos pacientes (...) que estão enfrentando problemas associados a doenças que ameaçam a vida”. Eles englobam manejo da “dor e de outros problemas, sejam eles físicos, psicossociais ou espirituais”. Isso quer dizer que o paciente tem um diagnóstico grave e que necessita dos cuidados paliativos para viver melhor, sem dores. Eles podem, portanto, fazer parte do cuidado a uma pessoa que está em estágio terminal ou não. A OMS, por exemplo, estima que a cada ano 56,8 milhões de pessoas precisam dos cuidados paliativos no mundo, a maioria de países de média e baixa renda. Segundo o órgão, a maior parte dos casos envolve doenças crônicas, como as cardiovasculares (38,5%); câncer (34%); doenças respiratórias crônicas (10,3%); síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids) (5,7%) e diabetes (4,6%). Mas há outras condições que podem exigir cuidados paliativos, como insuficiência renal, doença hepática crônica, esclerose múltipla, doença de Parkinson, artrite reumatoide, doença neurológica, demência, anomalias congênitas e tuberculose resistente a medicamentos, acrescenta a OMS. “O médico paliativista atua para melhorar o conforto físico do paciente – amenizar a dor, diminuir o mal-estar causado pela doença ou pelo seu tratamento – e toda a equipe trabalha para que esses incômodos e todos os outros sejam atenuados para melhoria da qualidade de vida de quem está enfermo e de sua família e amigos”, explica a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP). Em entrevista à Splash, Mila contou que são dois enfermeiros a cada turno, totalizando quatro profissionais por dia. A família segue tentando incluí-lo em estudos experimentais. O diagnóstico de Lito foi divulgado recentemente. A Doença de Creutzfeldt-Jakob é uma condição neurológica rara e de rápida evolução. Desde então, o estado de saúde do influenciador tem mobilizado seguidores nas redes sociais e gerado uma série de manifestações de apoio à família. Doença de Creutzfeldt-Jakob A Doença de Creutzfeldt-Jakob provoca deterioração rápida e progressiva das funções cognitivas e motoras, e, até o momento, não possui uma terapia capaz de modificar esse curso. Dessa forma, o tratamento se concentra no alívio dos sintomas e na manutenção da qualidade de vida. Condição é descrita pelo Ministério da Saúde como uma doença priônica, rara, neurodegenerativa, progressiva e fatal. O quadro clínico inicial é caracterizado por demência, com perda de memória e tremores, além de outros sinais e sintomas neurológicos e multifocais. A doença está relacionada aos príons, partículas infecciosas formadas somente por proteínas e caracterizadas pela alta estabilidade e resistência a diversos processos físico-químicos. Segundo a definição apresentada pelo Ministério da Saúde com base na Organização Mundial da Saúde (OMS), um caso pode ser classificado como possível, provável ou definitivo a partir dos sinais e sintomas, resultados de exames e histórico epidemiológico. A confirmação definitiva, porém, só pode ser feita por meio de necropsia com análise neuropatológica de fragmentos do cérebro, com testes histopatológicos e/ou imunohistoquímicos.