Em vídeo nas redes sociais, presidente cobra que o STF e a PGR liderem um processo “que garanta a integridade e a confiança nas investigações” 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente Luiz Inácio Lula da Silva — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quebrou o silêncio e defendeu, na quinta-feira (3), as investigações de todos que estão relacionados com a fraude do Banco Master, “sem blindagem” e “doa a quem doer”. Lula cobrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), que têm integrantes acusados de envolvimento no caso, liderem um processo “que garanta a integridade e a confiança nas investigações”. Leia mais “É chegada a hora que as pessoas que atuam na vida pública honrem seu dever de ofício e coloquem o compromisso público acima de qualquer interesse individual”, disse Lula, em vídeo divulgado no início da noite. “É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade”, complementou o petista. Lula classificou o escândalo do Master como o “maior roubo da história do Brasil”. O presidente não citou nomes, mas diz que o “líder do esquema”, em uma referência a Vorcaro, “tem relações com muita gente poderosa”. Ao longo do vídeo, o chefe do Executivo não cita Moraes diretamente. Nessa linha, o petista criticou os vazamentos dos últimos dias e disse que a democracia brasileira não pode ficar “refém de vazamentos seletivos”. Ele, então, defendeu que o presidente do STF, Edson Fachin, e a PGR liderem um processo “que garanta a integridade e a confiança nas investigações”. “Como presidente da República, acredito que só agindo com firmeza e transparência vamos garantir que as instituições sejam respeitadas pela sociedade brasileira”, disse. Ao longo dos últimos dias, Lula foi aconselhado a não se envolver diretamente no caso para evitar possíveis desgastes na campanha, a um mês do primeiro turno das eleições. Contudo, no entorno petista, há uma preocupação sobre a relação construída entre Moraes e governo nos últimos anos, em especial após o julgamento dos atos golpistas de 8 de janeiro, de um eventual alinhamento e proximidade. Por conta disso, foi decidida a gravação do vídeo. A ideia é que o petista adotasse um tom institucional na gravação para se apresentar como o presidente da República, e não um candidato buscando a reeleição. Nesse sentido, o material foi filmado no Palácio do Planalto. Mesmo assim, o PT discute a possibilidade de divulgar o vídeo no próximo sábado (5) na propaganda eleitoral na TV. Para se blindar de desgastes, Lula também se reuniu, nos últimos dias, com ministros do STF como forma de abordar o assunto e evitar ruídos que tensionassem, ainda mais, os Poderes. A estratégia é que tanto a campanha quanto o próprio governo defendam a autonomia das investigações, na tentativa de evitar que a crise se instale no Planalto, e favoreça os adversários de Lula no pleito.
Em vídeo, Lula quebra silêncio sobre fraudes do Master e defende investigações 'doa a quem doer'
Em vídeo nas redes sociais, presidente cobra que o STF e a PGR liderem um processo “que garanta a integridade e a confiança nas investigações”









