Cidade terá mais de 6.500 equipamentos até o fim do ano; Zona Norte concentra a maior parte da nova etapa, que começa pelos dois bairros 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Equipe do Civitas trabalha na análise de câmeras do Ro — Foto: Guito Moreto / Agência O Globo A Prefeitura do Rio vai ampliar para mais de 6.500 o número de supercâmeras inteligentes na cidade até o fim do ano. Na nova etapa de expansão da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas), a maior concentração de novas instalações será na Zona Norte, com início pelo Méier e por Madureira. A definição dos pontos considera critérios técnicos e a análise de manchas criminais de diferentes tipos. — Esses bairros têm muito roubo e furto de veículo e também de celular, muitas vezes com uso de moto ou carro. A gente já tem uma vigilância nessa região, mas vai passar a ter muito mais câmeras. O que a Civitas faz é um cerco eletrônico com uso de radares e muita inteligência artificial pra gente poder prever o deslocamento de determinadas quadrilhas. A mensagem que fica é que está cada vez pior para o criminoso que quer usar um veículo para cometer algum crime na cidade — disse o prefeito Eduardo Cavaliere. A expansão será gradual e ocorrerá também em outras regiões da cidade. As supercâmeras utilizam inteligência artificial para analisar imagens e cruzar características visuais, como cor e tipo de veículo, direção, objetos e padrões de vestimenta. A tecnologia permite localizar pessoas ou veículos de interesse e reconstruir trajetos. Uma única câmera pode analisar até 3 mil situações simultaneamente. A ferramenta, segundo a Prefeitura, amplia a capacidade de identificar padrões que poderiam passar despercebidos pelo olhar humano. — Nossas câmeras são capazes de registrar até 3.000 situações de forma simultânea. Isso permite que a Civitas consiga, por exemplo, identificar um veículo suspeito envolvido em uma cena de crime por meio de visão computacional. Não ter a placa não é um problema: nós conseguimos chegar à identificação do veículo por cor, marca e modelo. É mais tecnologia nas ruas da cidade — afirmou Davi Carreiro, chefe-executivo da Civitas. Atualmente, o Rio conta com 13 mil câmeras, sendo mais de 3.500 supercâmeras inteligentes. Até o fim do ano, serão mais de 6.500 supercâmeras, dentro de um sistema que ultrapassará 16 mil câmeras. Todos os bairros da cidade contam com cobertura de equipamentos da Civitas. Segundo a Prefeitura, o sistema apoia as forças policiais e o sistema de Justiça na investigação de crimes, na produção de provas e na identificação e rastreio de criminosos. A tecnologia também cruza imagens e dados para transformar os registros em evidências que podem ajudar a identificar suspeitos, conectar ocorrências e avançar nas investigações. Cinturão digital avança nos acessos do Rio Além da expansão das supercâmeras, o cinturão digital de segurança também terá novos equipamentos nos acessos à cidade. No dia 16 de setembro, uma nova Muralha Digital será implantada na subida da Ponte Rio-Niterói, no lado do Rio. As Muralhas Digitais ampliam o apoio às investigações que envolvem deslocamentos pela Região Metropolitana. Segundo a Prefeitura, os equipamentos ajudam a identificar trajetos suspeitos, reconstruir rotas e cruzar informações entre municípios. Com a tecnologia, um deslocamento registrado em um acesso pode contribuir para esclarecer um crime e conectar diferentes ocorrências. A expansão do sistema continuará nos próximos anos. Até 2028, a previsão é que o Rio chegue a 15 mil supercâmeras inteligentes, além da ampliação das Muralhas Digitais nos principais acessos e pontos de grande circulação.