Há percepção de que autoridades do banco central dos EUA estão adotando uma postura menos propensa à alta de juros 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bolsas de NY ganham força com queda nas taxas de Treasuries e de olho em Fed — Foto: Michael Nagle/Bloomberg As bolsas de Nova York ganham força nesta quinta-feira (3), influenciadas por perdas firmes nos rendimentos de Treasuries diante da percepção de que autoridades do Federal Reserve (Fed) estão adotando uma postura menos propensa ao aperto monetário, enquanto investidores aguardam novos dados de emprego e inflação dos Estados Unidos. Nos mercados de commodities, os preços do petróleo têm sinal misto, e seguem elevados. Por volta das 13h20, o índice Dow Jones subia 1,15%, aos 53.674,04 pontos, e caminhava para seu melhor desempenho diário em um mês; o S&P 500 ganhava 1,00%, aos 7.743,60 pontos; e o Nasdaq Composto tinha alta de 1,36%, aos 26.573,106. O rendimento da T-note de dois anos cedia para 4,338%, de 4,388% no fechamento anterior, enquanto o da T-note de dez anos recuava de 4,784% a 4,747%, nas mínimas do dia, após ter atingido na quarta-feira seu nível mais alto desde novembro de 2023. Após a fala de Waller, as apostas em uma alta de juros pelo Fed em setembro caíram para 50,4%, ante 63,2% na véspera, segundo o CME FedWatch. “Continuamos esperando que a inflação do núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) fique em torno de 0,2% na comparação mensal em agosto e que o Fomc mantenha as taxas inalteradas, embora um aumento seja possível caso os índices de preços ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) venham acima do esperado na próxima semana”, diz o Goldman Sachs, em nota. Antes dos dados de inflação de agosto, será divulgado amanhã o “payroll”, e analistas preveem a criação de 56 mil vagas, após a queda inesperada de 23 mil postos de trabalho em julho, com a taxa de desemprego permanecendo em 4,1%. Mais cedo, dados mostraram que os pedidos de seguro desemprego registraram uma leve alta na semana passada, praticamente estáveis em um cenário de desaceleração na criação de vagas. Nos mercados de câmbio, o índice DXY – que mede a relação entre o dólar e uma cesta de moedas de países desenvolvidos – caía 0,63% a 98,96 pontos, na mínima do dia. O dólar cedia 2,22% ante a moeda japonesa para 155,36 ienes, diante do aumento das apostas em uma elevação das taxas de juros pelo Banco do Japão, e com a possibilidade de intervenção das autoridades japonesas no radar. Por fim, os preços do petróleo operam sem direção comum, em meio a relatos de manutenção dos fluxos de exportação via Estreito de Ormuz, embora uma nova escalada militar mantenha um prêmio de risco geopolítico significativo nas cotações. O petróleo Brent para entrega em novembro caía 0,15% a US$ 95,49 por barril, e o WTI para outubro ganhava 0,25% a US$ 91,24. N