Ministério Público retirou acusação contra zagueiro por divulgação de imagens íntimas; outros três réus ainda respondem por pornografia infantil 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vítimas perdoam jogador do Real Madrid em julgamento por divulgação de vídeos íntimos — Foto: Reprodução As duas jovens que aparecem nos vídeos de conteúdo sexual que levaram Raúl Asencio, zagueiro do Real Madrid, e três ex-jogadores das categorias de base do clube a julgamento formalizaram nesta quinta-feira o perdão aos quatro réus diante da Justiça espanhola. A decisão permitiu a retirada da acusação contra Asencio por divulgação de imagens íntimas sem consentimento. O julgamento ocorre no Tribunal Criminal nº 5 de Las Palmas de Gran Canaria. Além de Asencio, são réus Ferrán Ruiz, Juan Rodríguez e Andrés García, que atuavam nas categorias de base do Real Madrid na época dos fatos. O perdão, no entanto, não encerra todo o processo. Ruiz, Rodríguez e García continuam respondendo por acusações relacionadas à pornografia infantil, já que uma das jovens que aparece nas gravações tinha 16 anos na época dos fatos, em 2023. Asencio não responde por esse delito. Nesse tipo de acusação, o perdão da vítima não extingue a responsabilidade penal. Depois de ouvir as duas jovens sobre o perdão, a juíza responsável pelo caso determinou uma pausa na audiência. O processo remonta ao verão europeu de 2023. Segundo a acusação, Ruiz, Rodríguez e García mantiveram relações sexuais consentidas com as duas jovens em um clube de praia em Amadores, no sul de Gran Canaria. A investigação sustenta, porém, que vídeos e fotografias do encontro teriam sido feitos sem autorização das jovens e posteriormente compartilhados pelo WhatsApp, mesmo depois de elas pedirem que o material fosse apagado. Asencio não participou do encontro nem da gravação das imagens. A acusação contra o atual defensor do Real Madrid se baseava na alegação de que um dos vídeos chegou ao jogador e foi posteriormente mostrado por ele a uma terceira pessoa, apesar de saber que o material havia sido registrado sem consentimento e que as jovens queriam sua exclusão. O caso chegou a julgamento depois de a Justiça espanhola determinar, em 2025, a abertura de ação penal contra os quatro jogadores. Na ocasião, Asencio foi processado por delitos contra a intimidade, enquanto seus três ex-companheiros também passaram a responder pelas acusações relacionadas à gravação e distribuição de pornografia infantil.