Modalidade sem incidência de juros tem sido usada por produtores rurais e empresários do setor para adquirir terras, máquinas e ativos produtivos, e a companhia soma sete anos de atuação e participação na estruturação de mais de R$ 7 bilhões em projetos de crédito. 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 FourAgro — Foto: Divulgação O acesso a crédito segue como um dos principais desafios de produtores rurais e empresários do agronegócio que precisam renovar frotas, adquirir propriedades ou ampliar a capacidade produtiva. Diante do custo elevado de algumas linhas tradicionais de financiamento, o consórcio para o agronegócio vem se consolidando como uma alternativa de planejamento para quem busca formar patrimônio ou expandir a operação ao longo do tempo, sem necessariamente recorrer a dívidas com incidência de juros. É nesse cenário que a FourAgro atua, estruturando projetos de crédito voltados especificamente à aquisição de máquinas, equipamentos e propriedades rurais. A empresa soma sete anos de atuação no mercado de consórcios e participação na estruturação de mais de R$ 7 bilhões em projetos de crédito, período em que acompanhou de perto a forma como produtores e empresários do setor planejam a renovação de ativos produtivos. Esta reportagem explica como funciona o consórcio aplicado ao agronegócio, com foco na aquisição de máquinas e propriedades rurais, e como a FourAgro estrutura esse tipo de projeto. Como o consórcio para o agronegócio funciona na prática No consórcio, um grupo de participantes contribui mensalmente para formar um fundo comum, destinado à aquisição de bens por parte dos integrantes contemplados ao longo do prazo estabelecido para o grupo. A contemplação pode ocorrer por sorteio ou por lance, e o valor pago mensalmente compõe a carta de crédito, sem a incidência de juros, ainda que existam taxa de administração e outros custos previstos em contrato, que variam conforme a administradora responsável pelo grupo. Segundo a FourAgro, essa lógica costuma ser explicada ao cliente já no início do atendimento, já que o consórcio se diferencia do financiamento tradicional justamente por não haver juros incidindo sobre o saldo devedor ao longo do contrato. Para o agronegócio, essa diferença é relevante porque permite planejar a aquisição de um ativo em um horizonte de médio ou longo prazo, sem o peso imediato de uma parcela, pressionando o fluxo de caixa da propriedade ou da empresa rural, que costuma variar conforme o calendário de colheita e comercialização. Máquinas e propriedades rurais: dois horizontes de planejamento distintos A aquisição de máquinas agrícolas e implementos costuma seguir um ciclo de renovação mais previsível, associado ao desgaste do equipamento e à necessidade de manter a produtividade da operação. Já a aquisição de propriedades e imóveis rurais costuma envolver um horizonte mais longo, ligado à estratégia de expansão da área produtiva ou à formação de patrimônio da família ou da empresa rural, com cartas de crédito de maior valor e grupos com prazos mais extensos. A FourAgro afirma tratar essas duas frentes de forma diferenciada dentro do planejamento de cada cliente, já que a análise de um grupo voltado a maquinário considera critérios distintos de um grupo voltado à aquisição de terras, como o valor médio da carta de crédito e o tempo estimado até a contemplação. Segundo a empresa, produtores que pretendem renovar máquinas e, ao mesmo tempo, ampliar a área produtiva costumam ser orientados a avaliar a adesão escalonada a mais de um grupo, em vez de concentrar as duas necessidades em uma única operação. Como a FourAgro estrutura a análise de grupos e o acompanhamento da operação Entre os diferenciais apresentados pela FourAgro estão o atendimento consultivo, a análise individualizada de cada cliente e o acompanhamento das diferentes etapas da operação, da adesão à eventual contemplação. Na avaliação da empresa, critérios como o histórico da administradora, o número de participantes ativos no grupo, o percentual de cotas já contempladas e as regras específicas de lance previstas em contrato influenciam diretamente o tempo até a contemplação e devem ser analisados antes da adesão. A companhia foi fundada por quatro sócios com formações complementares, dois bacharéis em Direito, um engenheiro civil e um administrador, o que a empresa relaciona à forma como estrutura essa análise sob diferentes perspectivas técnicas. A presença da FourAgro em feiras do agronegócio, como Agrishow, Bahia Farm Show, Show Rural, Agrotins e Norte Show, também é apontada pela empresa como um canal de aproximação com produtores rurais em diferentes regiões do país, usado para acompanhar de perto as demandas de crédito ligadas à aquisição de máquinas e propriedades. Expectativas sobre a contemplação e uso da carta de crédito É importante destacar que as estratégias de lance dependem das regras de cada grupo e da administradora responsável, e não garantem contemplação em prazo determinado. O consórcio, portanto, não deve ser tratado como substituto automático do crédito tradicional em situações que exigem liquidez imediata, mas como uma ferramenta de planejamento patrimonial para quem tem um horizonte de tempo mais flexível para adquirir o bem. Uma vez contemplado, o participante recebe a carta de crédito no valor previsto em contrato, que pode ser usada para a compra do bem escolhido dentro das regras do grupo, seja uma máquina, um imóvel rural ou outro ativo produtivo elegível. Segundo a FourAgro, a escolha entre aguardar o sorteio ou ofertar lance costuma ser avaliada caso a caso, considerando a urgência do produtor ou empresário e o momento mais adequado para viabilizar a aquisição dentro do planejamento da propriedade ou da empresa rural.