Atual distância entre Lula e Flávio Bolsonaro divulgada na Quaest nesta quarta é mais apertada do que a diferença entre o pestista e Jair na última eleição no mesmo período 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lula e Bolsonaro durante o debate o segundo turno da eleição presidencial, em outubro de 2022 — Foto: Nelson Almeida / AFP A primeira pesquisa Quaest depois do início da propaganda eleitoral na TV e no rádio, contratada pelo jornal O GLOBO e pela TV Globo foi divulgada nesta quarta-feira e mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 37% das intenções de voto na simulação de primeiro turno. Flávio Bolsonaro (PL), com 30%, aparece na sequência. Há quatro anos atrás, Lula e Jair Bolsonaro (PL) disputavam o planalto também por uma distância apertada. No primeiro turno das eleições de 2022 a pesquisa Quaest, divulgada no dia 17 de agosto daquele ano, mostrava Lula com 45% das intenções de voto. Jair Bolsonaro, que concorria à reeleição, aparecia com 33%. Também disputavam a Presidência da República nomes como Ciro Gomes e Simone Tebet, que àquela altura tinham 6% e 3% das intenções de voto, respectivamente. No final do primeiro turno, no entanto, as urnas registraram um resultado mais apertado. Lula recebeu 48,43% dos votos, enquanto Jair Bolsonaro ficou com 43,20%. Ao fim do pleito, no dia 30 de outubro daquele ano, a diferença entre os dois principais candidatos foi ainda menor no segundo turno — Lula se elegeu presidente com 50,90% dos votos contra 49,10% para Jair Bolsonaro. Nova pergunta na pesquisa A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que o presidente Lula (PT) é considerado um candidato melhor dentro das opções da esquerda do que o senador Flávio Bolsonaro (PL) no cardápio da direita. Para 49% dos entrevistados, o petista desponta como a opção ideal. Em relação ao filho de Jair Bolsonaro no campo político oposto, o percentual é de 33%. Inédita, a pergunta feita pelo instituto ajuda a medir a percepção do eleitorado sobre cada lado do jogo. Lula domina a esquerda há décadas, desde a eleição de 1989. O petista disputa agora a Presidência pela sétima vez e tenta a quarta vitória. Mesmo assim, 46% não o veem como a melhor escolha para o campo progressista. Já Flávio assumiu a candidatura após o pai, preso por tentativa de golpe, escolhê-lo como sucessor em dezembro do ano passado. Trata-se da primeira corrida nacional dele, que é senador e antes era deputado estadual no Rio. Segundo 60% dos entrevistados, o filho de Bolsonaro não é o melhor nome da direita para a eleição. O percentual é alto até no recorte por eleitores da direita não bolsonarista, segmento no qual 50% o veem como a escolha ideal e 45% prefeririam outros candidatos. Lula, por sua vez, fideliza mais o próprio campo. A esquerda "não lulista" lhe dá 79% de aval como candidato, contra apenas 20% que manifestam preferência por uma alternativa. Lula é o melhor candidato que a esquerda poderia ter? Sim - 49%Não - 46%Não sabe/Não respondeu - 5% Flávio Bolsonaro é o melhor candidato que a direita poderia ter? Sim - 33%Não - 60%Não sabe/Não respondeu - 7% A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-07065/2026.
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