Rubro-negro tem até a semana que vem para se mexer por saídas ou novos reforços 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ninho do Urubu, CT do Flamengo — Foto: Gilvan de Souza / Flamengo A desistência do Dínamo de Moscou em contratar Gonzalo Plata pegou o Flamengo de surpresa. O equatoriano era um dos nomes negociáveis do elenco, e a saída pelo valor de 10 milhões de euros fixos (cerca de R$ 60 milhões), que seriam pagos à vista, ainda ajudaria o clube a ganhar fôlego no mercado. Por exemplo, parte da quantia seria direcionada a pagar as primeiras parcelas das compras dos atacantes Anthony Valencia e Joaquín Freitas. O revés incomodou a diretoria, mas também não causa terra arrasada. O rubro-negro não vai desfazer os negócios dos dois reforços anunciados na manhã de ontem, algumas horas antes do surgimento da situação envolvendo Plata. Porém, tenta entender como ajustará o orçamento, conforme informou o blog do Diogo Dantas. Por outro lado, a diretoria já tinha reservado os recursos para as chegadas de mais um ponta e um centroavante. A vantagem é que ambas as compras serão pagas em parcelas ao longo dos próximos três anos. O equatoriano Valencia, anunciado como substituto do próprio Plata, custará cerca de R$ 30 milhões. Já o argentino Freitas, confirmado em seguida, custará outros R$ 40 milhões. Ambos treinaram no Ninho do Urubu nesta semana. Plata em treino no Flamengo — Foto: Adriano Fontes/Flamengo Vale lembrar também que o Flamengo seguirá tendo dinheiro entrando nesta janela. Wallace Yan foi negociado para o Bragantino por seis milhões de euros (cerca de R$ 36 milhões), e o clube ainda receberá um jogador para as categorias de base. Então, a venda de Plata era fundamental apenas para sair da "soma zero" nas operações. Anthony Valencia, novo jogador do Flamengo — Foto: Adriano Fontes/Flamengo A partir de agora, novas contratações vão depender também de saídas. Caso o elenco perca novas peças, o clube irá atrás de reposição. Everton Cebolinha é um nome que está próximo de deixar o rubro-negro, pois mantém conversas com vários interessados, entre eles o Botafogo. Everton Cebolinha está próximo de sair do Flamengo — Foto: Adriano Fontes/Flamengo No Brasil, a janela de transferências será fechada no dia 11 de setembro. Outro prazo a que o Flamengo se atenta é aquele para inscrever reforços nas quartas de final da Libertadores: até esta sexta-feira (4). Porém, o clube deve ter apenas Valencia e Freitas como novidades — além do novo velho conhecido Plata. Freio nos gastos Após fracassar na tentativa de contratar nomes consagrados nesta janela, como Thiago Almada e Luiz Henrique, o Flamengo se viu em necessidade de fazer uma mudança de rota e fechar contratações com perfil mais de "scout". Conforme também informado pelo blog do Diogo Dantas nesta semana, a pressão política nos bastidores do Flamengo e a necessidade de adequação ao orçamento aprovado pesaram para a diretoria frear investimentos na segunda janela de transferências. A decisão de não esticar a corda está diretamente relacionada à cobrança de conselheiros pela execução orçamentária. Pelo Estatuto do Flamengo, o Conselho Diretor perde automaticamente sua autonomia para celebrar acordos, contratos, empréstimos e antecipações de receitas quando os balancetes trimestrais apontam déficit superior a 3% do faturamento previsto no orçamento aprovado, o que já aconteceu. Foi justamente esse dispositivo que entrou no radar político após a divulgação do resultado do primeiro semestre, que apresentou déficit acumulado de R$ 33,8 milhões. Bap, presidente do Flamengo, e José Boto no Ninho do Urubu — Foto: Marcelo Cortes / Flamengo A diretoria já havia indicado internamente que o segundo trimestre fecharia no vermelho. A divulgação do resultado aumentou a pressão para que o clube não ampliasse ainda mais seus compromissos financeiros na janela. Com a necessidade de vender R$ 250 milhões e receitas apertadas com a eliminação da Copa do Brasil, a diretoria segurou o dinheiro. Depois de investir R$ 495 milhões na contratação de jogadores no primeiro semestre — incluindo R$ 315,7 milhões na operação de Lucas Paquetá — o clube passou a trabalhar com mais cautela para evitar um descolamento ainda maior do orçamento.