Lula é o melhor nome da esquerda para 49% dos entrevistados, 46% disseram que o petista não é a melhor opção e 5% não responderam 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Candidato do PL a presidente, Flávio Bolsonaro em entrevista à TV Globo, no Rio — Foto: Globo/Manoella Mello A maioria dos eleitores não considera o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) o melhor candidato que a direita poderia ter para disputar a Presidência, segundo pesquisa Quaest divulgada hoje. Dos entrevistados, 60% disseram que Flávio não é o melhor nome da direita, 33% defenderam a candidatura do senador como a melhor opção desse campo político e 7% não responderam. A avaliação sobre a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dividiu os entrevistados: 49% avaliaram que o petista é o melhor candidato que a esquerda poderia ter e 46% disseram que o petista não é a melhor opção desse campo; 5% não responderam. Ao serem questionados sobre o que mais pesa para definir o voto, 45% dos entrevistados disseram que é a proposta dos candidatos, 17% citaram a ideologia do postulante e 14% mencionaram o desempenho nos debates na televisão. A opinião de amigos, familiares e colegas foi citada por 6% e apenas 3% disseram que são as propagandas no rádio e na televisão. Outros 2% destacaram o apoio de outros políticos e 1% disseram levar em conta o apoio de famosos ou celebridades; 9% não responderam e 3% citaram que são outros pontos que definem o voto. O peso das propostas na definição do voto cresce conforme a escolaridade, segundo a pesquisa. Entre os eleitores com ensino superior, 58% afirmaram que as propostas são o critério principal na escolha. No ensino médio, são 49%, e entre os que têm ensino fundamental, 34%. Já o desempenho nos debates na TV segue o caminho contrário: é citado como elemento definidor do voto por 17% dos eleitores com ensino fundamental, 14% entre os eleitores com ensino médio e 8% entre os entrevistados com ensino superior. A opinião de amigos, familiares e colegas também é mais citada na base da escala de escolaridade — 8% no fundamental, contra 2% no superior. A ideologia do candidato é citada por 23% dos eleitores com ensino superior e por 14% dos que têm ensino fundamental. O levantamento foi feito depois do aumento da exposição dos candidatos na televisão e no rádio. A propaganda eleitoral no rádio e na TV começou na semana passada, na sexta-feira (28). A pesquisa foi feita após o primeiro debate dos presidenciáveis na TV, no dia 23 de agosto, realizado pela TV Bandeirantes e o pool formado pelo jornal O Estado de S. Paulo, Jovem Pan, TV Cultura e TV Gazeta. Apenas três candidatos participaram: Cury, Renan Santos e Caiado. Lula, Flávio e Zema não foram. É também a primeira pesquisa da Quaest divulgada depois das sabatinas com os candidatos à Presidência realizadas pelo Jornal Nacional, da TV Globo. A série de entrevistas da TV Globo com os candidatos foi realizada na semana passada e terminou no sábado. Foram sabatinados Lula, Flávio, Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Desde a rodada anterior da pesquisa, de meados de agosto, foram realizadas ainda sabatinas pelos jornais O Globo, Valor e rádio CBN, que contou com Cury, Zema, Caiado e Renan Santos. Flávio e Lula não foram. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A Quaest entrevistou 2004 pessoas entre domingo (30) e terça-feira (1). O nível de confiança do levantamento é de 95% e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07065/2026. Leia mais