Após relato de Luana Piovani sobre os filhos, especialista explica os principais sinais da pediculose, as formas de transmissão e os cuidados para evitar novos casos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Piolho em crianças: veja os sinais, como tratar e o que fazer para evitar novas infestações — Foto: Magnific Um episódio envolvendo os filhos de Luana Piovani e Pedro Scooby voltou a colocar os piolhos no centro da conversa. Ao comentar publicamente uma infestação nas crianças após um período com o pai, a atriz criticou a forma como a situação teria sido conduzida. Para além da repercussão familiar, o caso chama atenção para uma condição bastante comum na infância e que ainda costuma vir acompanhada de vergonha, constrangimento e associações equivocadas à falta de higiene. Quanto tempo leva para superar um término? Caso de Marina Sena e Juliano Floss reacende debateDeclaração de Neymar sobre pensão alimentícia levanta dúvida: como funciona quando o filho mora no exterior? Conhecida como pediculose do couro cabeludo, a infestação pelo piolho da cabeça pode atingir qualquer criança, independentemente de seus hábitos de higiene. Em idade escolar, a proximidade física durante brincadeiras, atividades e momentos de convivência favorece a transmissão, que ocorre principalmente pelo contato direto entre as cabeças. Luana Piovani relata infestação de piolhos nos filhos com Pedro Scooby — Foto: Reprodução Instagram "Piolho não escolhe cabelo limpo ou sujo e não deve ser motivo de vergonha para a criança ou para a família. A transmissão acontece principalmente pelo contato próximo entre as cabeças, algo extremamente comum entre crianças que brincam juntas, dormem próximas ou convivem por muitas horas", explica a pediatra Ana Carolina Viégas. Segundo ela, diante de um caso, é importante agir rapidamente e observar também quem teve contato próximo com a criança. Coceira é um dos principais sinais A coceira no couro cabeludo costuma ser o primeiro indício percebido pelos pais ou responsáveis. O incômodo tende a ser mais intenso na região da nuca e atrás das orelhas, áreas em que os piolhos e as lêndeas podem ser encontrados com maior facilidade. As lêndeas são os ovos do parasita e ficam aderidas aos fios de cabelo. Por isso, podem ser confundidas com caspa, mas há uma diferença importante entre as duas: enquanto a descamação se desprende com facilidade, a lêndea permanece firmemente presa ao fio. "A criança também pode apresentar irritação e pequenas lesões provocadas pelo ato de coçar. Quando existem feridas, secreção ou sinais de infecção, é importante procurar avaliação médica", orienta a pediatra. É preciso examinar toda a família? Encontrar piolhos em uma criança também exige atenção ao círculo mais próximo de convivência. Pais, irmãos e outras pessoas que tenham contato frequente com ela devem ser examinados, sobretudo quando compartilham momentos de proximidade física. Isso não significa, porém, que toda a família precise ser submetida a tratamento preventivo. A recomendação é identificar quem apresenta uma infestação e, a partir daí, seguir a conduta adequada. "Um dos motivos para o piolho parecer estar sempre voltando é justamente a existência de outra pessoa infestada no mesmo círculo de convivência. Não significa que todos devam fazer tratamento indiscriminadamente, mas os contatos próximos precisam ser examinados e aqueles que estiverem com infestação devem receber a orientação adequada", afirma Ana Carolina. Pentes, bonés e acessórios exigem cuidado O contato direto entre as cabeças é a principal via de transmissão, mas alguns objetos que entram em contato com os cabelos também merecem atenção. Pentes, escovas, bonés e acessórios podem participar da disseminação e, por isso, não devem ser compartilhados durante um episódio de infestação. Na tentativa de resolver o problema rapidamente, entretanto, é importante evitar receitas caseiras ou substâncias irritantes. Produtos inadequados podem provocar reações no couro cabeludo e não necessariamente são eficazes contra o parasita. "Não é indicado aplicar substâncias potencialmente tóxicas ou irritantes no couro cabeludo da criança na tentativa de eliminar os piolhos. Existem formas adequadas de manejo, que podem incluir pente fino e, quando indicado, medicamentos específicos", orienta a médica. A escolha do tratamento deve levar em conta a idade da criança e as orientações do produto ou do pediatra. Mais informação, menos constrangimento O combate aos piolhos passa também pela maneira como o assunto é tratado pelos adultos. A pediculose pode surgir em escolas, acampamentos, viagens e outros ambientes de convivência infantil, sem que isso represente descuido por parte da família. Por isso, transformar a infestação em motivo de culpa pode dificultar ainda mais a identificação e o controle dos casos. O mais importante, segundo a pediatra, é reconhecer os sinais, examinar as pessoas próximas e seguir corretamente as orientações de tratamento. "É importante não transformar a pediculose em motivo de culpa ou constrangimento. A criança não fez nada errado. O foco deve ser identificar, tratar corretamente e evitar novas transmissões. Quanto mais naturalmente as famílias e as escolas lidarem com o problema, mais fácil será controlar os casos", conclui Ana.