Na pesquisa divulgada hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 42% das intenções de voto, ante 41% do senador Flávio Bolsonaro (PL) em eventual segundo turno 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Painel de cotações na B3 — Foto: Patricia Monteiro/Bloomberg O Ibovespa dispara nesta quarta-feira, após a pesquisa Quaest reforçar a percepção de uma disputa presidencial mais acirrada em outubro. No levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 42% das intenções de voto, ante 41% do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição. Somam-se à perspectiva de alternância de poder os novos desdobramentos do caso Master, com a divulgação de mensagens que ligam o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Ainda que a relação com o cenário eleitoral não seja direta, o episódio é interpretado por participantes do mercado como um fator de enfraquecimento de Lula. Por volta das 12h45, o Ibovespa subia 3,33%, aos 185.704 pontos, após oscilar entre a mínima de 179.734 pontos e a máxima de 186.028 pontos. O volume financeiro projetado para o Ibovespa era de R$ 33 bilhões. Em Nova York, o Nasdaq subia 0,5%, o Dow Jones ganhava 0,54% e o S&P 500 avançava 0,57%. Embora o Ibovespa passe por uma forte reprecificação, como mostra a disparada das ações brasileiras nesta quarta-feira, os preços ainda não refletem integralmente a percepção de uma disputa presidencial “50/50”. A avaliação é defendida por João Luiz Braga, sócio da Encore Asset Management. “Difícil dizer o que poderia indicar essa precificação [50/50], mas as ações domésticas ainda estão longe de um patamar razoável”, observa Braga. “Acho teria mais espaço de ‘upside’ [valorização] na bolsa, mais fechamento da taxa dos [títulos] prefixados. O mercado teria de melhorar mais.” Na visão do gestor, uma das explicações é o fato de as ações cíclicas domésticas não terem começado a se recuperar de verdade. “Estão devolvendo o que caíram com a venda de estrangeiros.” Até 20 de agosto, os alocadores não residentes somaram 13 sessões seguidas de saídas de capital de ações já listadas na B3; apenas no dia 21 de agosto que a situação começou a mudar e a categoria voltou a aportar. “Um gringo grande vendeu Brasil e arrastou fundos quantitativos e levou a um ‘stop’ de venda no mercado local, o que fez a bolsa chegar no ‘low’ [no pior momento] semanas atrás. O mercado precificava uma chance gigantesca de a situação continuar [de Lula ganhar] e eu não concordava. Achava que a probabilidade não era 65/35 ou 70/30, mas sim 50/50, ou até menos.” Entre os destaques do pregão, as ações ordinárias da Vale subiam 3,03% e os papéis do Banco do Brasil disparavam 7,18%. Ainda entre os bancos, as untis do BTG Pactual ganhavam 3,84% e as PN do Itaú avançavam 3,89%. Liderando as altas, Magazine Luiza disparava 23,81%, após a companhia anunciar um acordo para vender seus produtos diretamente na plataforma de comércio eletrônico do Mercado Livre. A iniciativa busca acelerar as vendas diretas por meio de marketplaces parceiros e faz parte de um dos pilares do novo ciclo estratégico da varejista. Apesar de parte relevante do mercado enxergar diferenças no grau de comprometimento de Lula e Flávio Bolsonaro com as contas públicas, o Citi destaca que a necessidade de ajuste fiscal será a mesma independentemente de quem vencer as eleições. O que muda, segundo o banco, é principalmente a forma como cada governo deve conduzir esse processo, o que leva a estratégias distintas para a bolsa brasileira. Em um cenário de reeleição de Lula, o Citi prefere ações de empresas mais resilientes, com balanços sólidos e poder de repasse de preços, além de nomes expostos a programas do governo, como o Minha Casa, Minha Vida. Entre as principais escolhas estão Cury, Embraer, WEG, Axia, Copel, RD Saúde, Ultrapar, Gerdau, BTG Pactual e Caixa Seguridade. Já em caso de vitória de Flávio Bolsonaro, a preferência é por ações de maior duração, empresas mais cíclicas e, de forma seletiva, companhias mais alavancadas, diante da expectativa de juros de longo prazo mais baixos. Nesse caso, o banco destaca Cyrela, Multiplan, Sabesp, Assaí, C&A, Hapvida, Petrobras, Vale, XP e B3.
Ibovespa sobe 3% com perspectiva de eleição apertada
Na pesquisa divulgada hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 42% das intenções de voto, ante 41% do senador Flávio Bolsonaro (PL) em eventual segundo turno










