Relatórios sobre condições de vida e problemas de saúde mental a bordo do USS Abraham Lincoln, como tentativas de suicídio, atraíram críticas ao conflito dos EUA com o Irã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Após queixas sobre condições a bordo, porta-aviões americano é visto na Tailândia — Foto: Anthony Wallace/AFP O USS Abraham Lincoln, porta-aviões americano que está no centro de uma controvérsia sobre as condições a bordo após meses no mar, chegou a um porto tailandês nesta quarta-feira, segundo repórteres da AFP. O navio de propulsão nuclear atracou em Laem Chabang, perto de Pattaya, ao sul de Bangkok, para a primeira parada em terra de seus cerca de 5 mil tripulantes desde novembro. Os militares terão cinco dias de descanso na cidade. O Lincoln deixou a Califórnia em novembro de 2025 para uma missão no Mar da China Meridional e foi posteriormente desviado para o Oriente Médio, antes dos ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que deram início à guerra regional há seis meses. A longa permanência no mar e relatos sobre a deterioração das condições de vida a bordo, incluindo problemas de saúde mental e tentativas de suicídio, ganharam destaque nos Estados Unidos. Segundo o jornal especializado Navy Times, pelo menos dois marinheiros teriam tentado suicídio ao se jogar no mar. As denúncias também alimentaram críticas à atuação do governo do presidente Donald Trump no conflito com a República Islâmica. Após queixas sobre condições a bordo, porta-aviões americano é visto na Tailândia — Foto: Anthony Wallace/AFP Em Pattaya, destino turístico popular entre militares americanos desde a Guerra do Vietnã, as autoridades reforçaram a segurança para a chegada da tripulação. Vestidos com shorts e camisetas civis, vários militares participaram de uma cerimônia de recepção. Questionados por repórteres sobre o que pretendiam fazer durante a folga, resumiram as prioridades em três palavras: "comida, descanso e água". — É um descanso bem merecido para toda a tripulação — disse o capitão Dan Keeler, comandante da missão. Primeiro abraço em nove meses Após nove meses separada da filha, a americana Shakeira Fairfax, que viajou de Nova Jersey para Pattaya, contava os minutos para reencontrá-la. Jada completou 25 anos abordo do porta-aviões. Segundo Fairfax, a filha tem três objetivos para a passagem pela Tailândia: fazer as unhas, cuidar dos pés e receber uma massagem. — É a primeira vez que ela fica tanto tempo em um espaço tão reduzido. Mal consigo imaginar — disse Fairfax. A chegada dos militares também era aguardada por comerciantes e moradores de Pattaya. — Estamos todos muito animados; haverá muito movimento — disse Anthony AJ Jones, músico neozelandês de 60 anos que se apresenta todas as noites no bar de praia M's Mojito. Segundo a imprensa local, as autoridades de Pattaya proibiram os tripulantes de frequentar algumas das áreas mais conhecidas pela vida noturna da cidade, que é alvo de críticas por suas ligações com o turismo sexual. Os militares também não poderão praticar esportes aquáticos nem consumir maconha. O prefeito de Pattaya, Poramase Ngampiches, afirmou que as restrições foram adotadas por questões de "segurança" e recomendou que os militares visitem shoppings e locais de interesse religioso. Ngampiches disse ainda que uma operação policial contra profissionais do sexo ocorreu recentemente, mas negou que a ação tivesse relação com a chegada dos americanos. A visita dos americanos deve movimentar cerca de 100 milhões de baht, aproximadamente R$ 15,9 milhões, segundo estimativa das autoridades locais.
Após nove meses no mar, porta-aviões dos EUA chega à Tailândia em meio a denúncias de problemas a bordo
Relatórios sobre condições de vida e problemas de saúde mental a bordo do USS Abraham Lincoln, como tentativas de suicídio, atraíram críticas ao conflito dos EUA com o Irã














