Mesmo assim, a divisa brasileira foi uma das mais fortes na sessão de hoje e isso pôde se justificar pelo misto de ajustes de posição 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Economia Finanças Dólar Dollar Americano Cédulas Moeda Notas Dinheiro Cotação Bolsas Crise Poupança Stacks of U.S. one-dollar bills are arranged for a photograph in New York, U.S., on Monday, Feb. 4, 2013. Stocks tumbled the most this year and the euro sl — Foto: Scott Eells/Bloomberg O dólar à vista exibiu desvalorização frente ao real nesta terça-feira, em um movimento descolado da maioria das moedas mais líquidas, ainda que alinhado a alguns mercados pares. Mesmo assim, a divisa brasileira foi uma das mais fortes na sessão de hoje e isso pode ser justificado pelo misto de ajustes de posição, pelo otimismo com o cenário eleitoral, diante de uma possível disputa mais acirrada, e pelo suporte vindo dos preços do petróleo, que fecharam em forte alta. Encerradas as negociações do mercado à vista, o dólar fechou negociado em queda de 0,47%, cotado a R$ 5,1556, depois de ter tocado na mínima de R$ 5,1379 e batido na máxima de R$ 5,2016. Já o euro comercial recuou 0,74%, negociado a R$ 5,9733. No exterior, perto das 17h10, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, avançava 0,27%, aos 99,695 pontos. No começo da sessão, o dólar exibia leve apreciação, acompanhando a dinâmica da maioria dos mercados. Ao longo da manhã, no entanto, o movimento reverteu e a moeda americana passou a ficar bem pressionada, enquanto o real se destacava entre os pares. Operadores mencionaram mais uma pesquisa eleitoral como suporte ao real. “O cenário eleitoral melhorando para a direita pode explicar essa outperformance [valorização acima dos pares] do real", diz um gestor de moedas, na condição de anonimato. Já um trader aponta que não vê algo específico fazendo preço, mas um cenário como um todo mais construtivo. “O sentimento do mercado está virando para uma eleição mais disputada desde a sabatina do Flávio, na sexta à noite", afirma. “O real teve um desempenho bastante fraco em agosto, mesmo com o petróleo subindo, então faz sentido um movimento como o de hoje.” O sócio e diretor de investimentos (CIO) da Armor Capital, Alfredo Menezes, diz que a disputa eleitoral mais acirrada pode ter beneficiado os mercados locais nesta terça. “Um bom termômetro disso é o pré longo”, diz, fazendo referência aos juros futuros de longo prazo. “As taxas longas dos Treasuries abriram [subiram], e mesmo assim as nossas caíram. E os nossos juros longos estão muito ligados à expectativa por um ajuste fiscal. Então uma disputa acirrada pode ajustar o prêmio que há nisso”, afirma, fazendo referência ao fato de que o mercado vê com bons olhos uma mudança na condução da política fiscal do país´. Na parte da tarde, operadores também mencionaram notícias ligando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro como outro ponto de suporte. “Isso reforça a ideia de Lula fraco, ainda que não seja uma relação tão direta”, aponta um gestor.
Dólar recua ante o real com perspectiva de disputa eleitoral mais acirrada
Mesmo assim, a divisa brasileira foi uma das mais fortes na sessão de hoje e isso pôde se justificar pelo misto de ajustes de posição






