O ator Mark Ruffalo recebeu o apoio público de mais de 170 personalidades judias da indústria do entretenimento, que assinaram uma carta em sua defesa após acusações de antissemitismo. Entre os signatários estão Todd Haynes, Hannah Einbinder e Wallace Shawn. O documento afirma que Ruffalo é alvo de uma "campanha difamatória" e de acusações consideradas infundadas.

A controvérsia começou após o ator criticar a proposta de fusão entre a Paramount e a Warner. Ruffalo afirmou que a família Ellison, ligada à Oracle e à Paramount, tinha responsabilidade pela situação dos palestinos e mencionou relações da empresa de tecnologia com o Exército de Israel. A Paramount respondeu acusando o ator de recorrer a "estereótipos antissemitas" em meio a uma disputa empresarial.

As declarações provocaram reações de grupos como o Simon Wiesenthal Center e o Creative Community for Peace. Um grupo de profissionais do setor também criticou a associação entre a negociação empresarial e questões envolvendo judeus, antissionismo e antissemitismo. Ruffalo rebateu, dizendo que críticas ao governo de Israel, a contratos militares ou a executivos não equivalem a ataques contra judeus.

A nova carta sustenta que apontar conexões entre a guerra em Gaza e os interesses empresariais envolvidos na negociação não constitui antissemitismo. Ilana Glazer afirmou que usar a acusação para silenciar Ruffalo seria perigoso e defendeu o direito de questionar a concentração de poder na indústria de mídia. O ator já havia recebido apoio do cineasta Kenneth Lonergan, que classificou como absurda e desonesta a acusação de antissemitismo contra ele e Hannah Einbinder que considerou o ator como um exemplo de posicionamento político.