Contratos futuros do metal precioso com entrega para setembro encerraram com desvalorização de 1,88%, cotados a US$ 4.348 por onça-troy 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Os contratos futuros de ouro despencaram nesta terça-feira (1º) e anotaram a terceira sessão consecutiva de forte queda, refletindo a perspectiva do mercado de juros mais restritivos pelo Federal Reserve (Fed). A disparada nos preços do petróleo e a turbulência nos mercados de dívida soberana em algumas das principais economias desenvolvidas no mundo também contribuíram para a depreciação do ativo hoje. Na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de ouro com entrega para setembro encerraram em queda de 1,88%, cotados a US$ 4.348 por onça-troy. As taxas de juros nos títulos soberanos de algumas das principais economias desenvolvidas, como Japão, Reino Unido, França e Alemanha, romperam máximas de décadas hoje, refletindo receios fiscais. A dinâmica negativa na renda fixa se somou à disparada nos preços do petróleo, ao aumento das apostas de uma alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed) e ao fortalecimento do dólar no exterior. Por mais que os receios fiscais possam ser positivos para o ouro no longo prazo, a correlação com uma política monetária mais restritiva diminui a atratividade do ativo. “Taxas reais mais elevadas, impulsionadas por um banco central com credibilidade no combate à inflação, são normalmente negativas para o ouro. Já os rendimentos de longo prazo mais altos, impulsionados cada vez mais por preocupações com a sustentabilidade da dívida, a elevada emissão de títulos soberanos e a credibilidade fiscal, representam uma situação diferente”, diz Ole Hansen, do Saxo Bank. As próximas semanas poderão determinar se as condições financeiras imediatas ou as preocupações de longo prazo quanto aos receios fiscais serão mais relevantes para o preço do ouro, segundo o estrategista-chefe. “Uma nova valorização do petróleo, de produtos refinados e de alimentos poderia manter elevadas as expectativas de inflação e reforçar a previsão de um aperto monetário adicional. Isso continuaria a representar um fator de pressão negativa para o ouro no curto prazo”, explicou. — Foto: Chris Ratcliffe/Bloomberg
Ouro fecha em queda com disparada do petróleo e pressão de juros globais
Contratos futuros do metal precioso com entrega para setembro encerraram com desvalorização de 1,88%, cotados a US$ 4.348 por onça-troy






